Flavio Pripas: Fala pessoal, tudo bem? Meu nome é Flávio Piripas. Rodrigo Conde: Eu sou Rodrigo Conde, tudo bem pessoal? Flavio Pripas: E esse é o episódio 32 do Between Futures e eu estava falando aqui com o Rodrigo. O Rodrigo falou para mim na verdade que não dá para gente pular uma semana desse podcast porque está acontecendo tanta coisa que está assim a gente fica até assustado e ansioso para poder compartilhar tudo que a gente está vendo. Rodrigo Conde: E não para né, assim nessas duas semanas aconteceu monte de coisa e assim não são coisas pequenas, são coisas que mudam muito do que está acontecendo relação à tecnologia geral, né? Nem só AI especificamente, mas enfim, acho que a gente vai tentar falar... Flavio Pripas: Não, vamos tentar falar pouco sobre tudo, mas eu queria começar com o assunto, Rodrigo, que acabou aparecendo no feed do meu Instagram. E quando eu vi aquilo, eu fiquei até mexido, que tem o Steven Strogatz. Ele é matemático aplicado da Cornell University. Ele é dos heads lá do departamento de matemática da Cornell. E ele estava chorando numa entrevista que ele deu para o The Daily, falando que ele está perdendo o propósito da vida dele. E eu vou tentar explicar isso porque eu fiquei mexido com esse vídeo, E daí eu queria ouvir pouco da sua perspectiva relação a isso. Porque toda conversa sobre AI, ela sempre começa falando de emprego, salário, produtividade. Mas o Steven Strogatz, ele falou que ele reuniu os alunos do departamento de matemática para falar sobre essas descobertas que a AI está fazendo. A gente vai falar sobre pouco mais de detalhes sobre isso, tá? Que a OpenAI... Ela está resolvendo paradoxo e problema matemático que estava aberto, atrás do outro, com modelo novo que eles têm lá laboratório. E está sendo negócio assustador. Então, lá na Cornell University, o departamento de matemática se juntou e falou, olha, o que está acontecendo agora? Porque a gente estudou matemática a nossa vida toda para resolver esses problemas da humanidade, e a AI está vindo e está resolvendo na nossa frente. E dos alunos levantou a mão lá, imagina, naquela reunião dos matemáticos, e falou o seguinte, se a AI consegue fazer matemática melhor do que qualquer ser humano, qual que é o ponto? É profundo isso, qual que o ponto? Porque o que esse aluno falou? Ele não quer só continuar a estudar como uma máquina sendo professor dele. Ele quer descobrir alguma coisa, ele quer sentir aquele momento e que uma ideia finalmente se abre. Ele não quer olhar para a própria vida como se todo esforço tivesse sido inútil, porque alguém chegou antes, alguém chegou antes, alguém chegou mais rápido. Ele quer ter sentido à vida. O sentido à vida para quem cria, para quem estuda, para quem é acadêmico, é descobrir alguma coisa que pode mudar o curso da sociedade. A partir do momento que a máquina IAE está... descobrindo as coisas escala industrial, porque não é uma coisa que a OpenAI publicou, são mais de cem coisas que a OpenAI publicou que eram Rodrigo Conde: são centenas. Flavio Pripas: problemas que estavam aberto. E ele falou, qual que é o meu propósito então de tudo? Por que eu vou continuar a estudar se a máquina está indo na frente escala industrial e resolvendo todos aqueles problemas que a gente achava que estavam aberto e que nós matemáticos... que estudamos a vida inteira para conseguir formular teorias e formular processos e formular teses que ajudam a humanidade para frente, gente está perdendo o nosso espaço para a máquina. Isso muda bastante a equação, porque talvez o propósito nunca tenha sido vencer uma competição eterna contra todas as inteligências possíveis. você tem carreira construída, você tem a educação construída torno de algo que está mudando muito rápido. Isso pega para você também? Rodrigo Conde: cara, pega, assim, eu acho que... Especialmente quando a gente vê os matemáticos falando sobre isso, matemática pra mim sempre foi uma coisa... Eu nunca fui muito bom de matemática, tá? Quando eu estudei no colegial, eu tinha que fazer conta na mão, tá? Então eu não tinha, não podia usar a calculadora, tanto que quando eu fui pra faculdade, eu tinha professor de matemática financeira que ele falava assim pra mim, ele falava, cara, eu sei de que colégio você veio... só por como você faz as contas do lado da prova. Porque como a gente não podia usar a calculadora, a gente tinha uma matemática pouco melhor do que outros colégios que podiam usar a calculadora. E isso ficou comigo até hoje. Eu nunca fui bom de matemática. Então, quando eu vejo cara falando isso, que é matemático, que para mim é uma coisa absolutamente abstrata, que eu não tenho conhecimento profundo, tenho uma dificuldade tremenda de entender como que esses caras chegam nas conclusões que eles chegam tal. numa situação como essa, eu falo assim, pra nós, meros mortais, entendeu? Que não somos matemáticos, físicos, químicos, que têm essa posição de prestígio acadêmico, vamos falar dessa forma. Cara, o que que resta pra nós, entendeu? O que que resta pra nós? Então, assim, eu acho que mexe comigo, mas cara, também é uma coisa que eu acho que Flavio Pripas: ... Rodrigo Conde: a gente necessariamente vai ter que mudar como a gente encara... Flavio Pripas: E vai ter que aprender a conviver com Rodrigo Conde: o que é ser humano. Flavio Pripas: isso. Rodrigo Conde: Aprender a conviver com isso e encarar como que é o que é ser humano. Quer dizer, esse cara, por exemplo, tá claro que ele botava muita parte da identidade dele ser matemático. Cara, ele é muitas outras coisas antes dele ser matemático, entendeu? Provavelmente ele é pai, provavelmente ele é marido, entendeu? E eu acho que é essa identidade que as pessoas vão ter que aprender a abrir mão. Quer dizer, se a AI veio e mudou com uma coisa que eu me identificava como parte de mim, parte da minha personalidade, parte da minha identidade, que não existe mais porque agora a AI ocupa e faz esse trabalho, entre aspas, melhor, é uma parte de mim que eu necessariamente vou ter que abrir mão. Eu acho que tem processo de luto pra isso. Por isso que o cara tava chorando, tava, enfim, mexido com essa descoberta... da OpenAI... Descoberta não, né? Mas... É, descobertas, na verdade, descobertas. Foram centenas de descobertas que a OpenAI destravou aí matemática, E eu acho que é isso. Acho que pessoas vão ter que aprender a abrir mão de parte da identidade delas. E não só matemático, Inúmeras profissões aí vão ter que passar por esse processo de luto. E eu li que essas descobertas que a OpenAI fez... matemáticas, cara, vão demorar para os matemáticos entenderem o que de fato a OpenAI descobriu, vai demorar décadas pra eles conseguirem passar por tudo e falar, agora eu entendi o que a AI destravou aqui. Então só pra eles entenderem vai demorar décadas. Então assim, não acho que eliminou a profissão dos caras. E eu acho que é importante a gente entender também, porque de novo, aí, explode o data center, AI para de funcionar? Tem que ter matemático lá que vai continuar a fazer as coisas. Mas eu acho que é isso. Flavio Pripas: É, eu vou pegar esse processo que você chamou de luto, porque eu acho que a gente sempre fala aqui no nosso bate-papo que a gente está chegando perto de ponto de inflexão da sociedade, onde tudo vai mudar muito rápido, a gente está vendo tudo mudar muito rápido e isso vai impactar na vida das pessoas. Nas notas do nosso episódio, do nosso site, a gente tem a íntegra dessa conversa, dessa entrevista que o Steven fez. E eu vou ler trecho, porque é trecho que, assim, ele pega na gente. Porque imagina que você dedica a sua vida para fazer algo. E, de repente, não que necessariamente você está numa competição para ser o melhor naquilo, mas você está dedicando a sua vida para algo. Estudar matemática, ou estudar biologia, ou estudar arte. E, de repente, vem uma máquina que faz aquilo escala industrial. Isso afeta. Afeta as pessoas. Não tem como não afetar. Ele fala lá na entrevista aquilo que o aluno falou naquele town hall, naquela reunião com todo mundo que tá inglês aqui na nota, eu vou traduzir automático, Que é, qual que é o ponto? Rodrigo Conde: E Flavio Pripas: Se a AI pode fazer matemática melhor do que qualquer ser humano, eu até poderia sentar aqui e aprender com a AI. Mas eu também quero descobrir coisas. Eu quero ter aquela emoção da descoberta, aquele frio na barriga. Eu não quero que minha vida... seja vão. E eu não quero que minha vida seja vão e se você tirar isso de mim, o que eu vou fazer? Que é exatamente o luto que você comentou. Rodrigo Conde: É isso que eu falar, é luto. Eu acho que as pessoas vão ter que perceber que o quanto nós depositamos da nossa saúde mental nesse ego, nessa personalidade que a gente cria, entendeu? Que é isso, é o profissional. Cara, a vida do cara não vai ser vão, você pode ter certeza que não vai ser vão. Ele tocou a vida de outras pessoas e eu tenho certeza... de diversas maneiras, eu nem conheço o cara, mas eu tenho certeza disso, absoluta. Absoluta. E assim, eu até vi uma entrevista com cara que é ex-Google, eu esqueci o nome dele, enfim, ele é cara early do Google, super senior lá, engenheiro, e que meio que virou filósofo. E ele estava dizendo o seguinte, ele estava dizendo que... Uma coisa que eu falo até bastante aqui no nosso podcast que é... Qual é o propósito de ser humano? O propósito não é vir pra cá e trabalhar e se tornar engenheiro, se tornar advogado, se tornar... CFO. Esse não o propósito. O propósito é... E ele fala uma coisa que eu acho que é bem legal. Ele falou assim, o propósito é você criar conexões e amar. Esse é o propósito de você ser humano, Flavio Pripas: Hum! Rodrigo Conde: entendeu? E aí que eu acho que é o shift que nós vamos ter que fazer, entendeu? Na nossa cabeça pra essa nova realidade, entendeu? E assim, tem uma outra coisa também que a gente vem de uma cultura que é extremamente capitalista, ainda mais aqui morando nos Estados Unidos, que o dinheiro é rei de tudo. Eu acho que esse processo de desconstrução, esse processo de luto fica mais difícil numa sociedade como a sociedade americana, que é extremamente capitalista e materialista, do que outras sociedades que não têm isso. Eu lembro que eu tinha professor na faculdade que ele falava que... a sociedade, a Flavio Pripas: É isso aí. Rodrigo Conde: cultura é o sistema operacional no qual a gente opera e trabalha. E o negócio é que o sistema operacional agora está cheque, entendeu? Quer dizer, você não precisa Flavio Pripas: É. Rodrigo Conde: mais ser profissional, você precisa mudar a sua cabeça, é diferente. Mas assim, é triste, né? Porque a gente como ser humano, você olha e fala assim, tá, quando vai chegar a minha hora de passar por isso? Porque a AI está avançando todas as Flavio Pripas: É. Rodrigo Conde: frentes. Flavio Pripas: E é legal que na entrevista do Steven Strogatz, ele começa até a ficar emocionado exatamente quando ele responde para aquele aluno, aquele aluno que levanta, tudo é vão, e ele usa até a Bíblia, ele fala, olha, eu sou matemático, eu nunca li a Bíblia, mas tem trecho do Eclesiastes que eu quero usar para responder para você, que o valor humano talvez não venha de ser o primeiro ou melhor para sempre. mas da gente ter tempo finito, é o que você falou, para amar, para criar, para compreender, para viver. E isso está mudando agora, a gente tem que usar esse nosso tempo finito da melhor maneira, no final das contas. Ele falou lá, depois se você que estiver ouvindo a gente tiver curiosidade, olha a nota no nosso site, que a lição é que a vida é preciosa porque ela é curta. Então você tem que fazer o máximo enquanto você está aqui. Você fala, Rodrigo, que você é estudioso do estoicismo, né? No final das contas é isso, né? O que está dado está dado. Convive com aquilo que está dado. Rodrigo Conde: Eu até assisti outro cara falando também essa semana que ele não era vídeo sobre filosofia estoica, mas ele trouxe uma coisa do estoicismo que eu falei assim cara, eu acho que isso cabe muito, que é o memento mori, O memento mori lembra que você é mortal, lembra que você vai morrer. E quem falava muito do memento mori era o Marco Aurelio, que era imperador romano, que foi dos homens mais poderosos que já andaram no planeta Terra. foram os imperadores romanos, né? E ele ficava com esse exercício, memento mori, memento mori, constantemente, porque, de novo, é muito fácil você, sendo o ser humano mais poderoso do planeta, se enxergar como acima dos outros. E ele ficava com esse exercício mental lembrando que não, que ele é mortal como qualquer outra pessoa. E esse cara trouxe esse conceito do memento mori meio falando assim, cara, lembra que você vai morrer, aproveita a sua vida enquanto você tá aqui, entendeu? Para as coisas que realmente valem a pena, eu até assisti filme ontem, por sinal, chamado The Wizard of the Kremlin, que é a história do braço direito do Putin, que ele chamava Baranov, o braço direito do Putin. Ele que fez o Putin chegar no poder do jeito que ele chegou. Ele era cara que estudou artes de atuação na Rússia. Ele é o grande arquiteto do império do Putin hoje e o Baranov. E é interessante que ele fala uma coisa no filme que me chamou a atenção e eu acho que tem a ver com o que a gente está discutindo aqui. Ele era cara extremamente poderoso na Rússia, cara que tinha poder, não era nem dinheiro, ele tinha poder na Rússia. E depois que ele saiu de cena do Flavio Pripas: e Rodrigo Conde: poder lá na Rússia, ele saiu quando ele teve a filha dele. E ele fala uma coisa no filme que ele fala assim, se eu soubesse que a felicidade está acordar de manhã, tomar café e levar a minha filha na escola, eu não teria feito nenhuma das coisas que eu fiz. Flavio Pripas: e Rodrigo Conde: Então assim, eu acho que cabe a nós também encontrar felicidade nessas pequenas coisas, entendeu? Que na verdade não são pequenas, eu posso dizer por experiência também. Eu consigo me relacionar com o que esse cara falou hoje, o maior prazer Flavio Pripas: e aí Rodrigo Conde: que eu tenho na vida... É ficar com meu filho, levar ele na escola, pegar ele na escola, brincar com ele e tal. E eu acho que, de novo, são essas coisas que a gente vai ter que desconstruir na nossa cabeça. E por lado, pripas, cara, vamos ser honestos, é a grande promessa da EI, cara. Quem sã consciência vai trocar uma vida dentro de escritório, cara, por mais que isso envolva prestígio e não sei o quê... Por isso que eu acabei de falar, entendeu? Uma família, filhos, uma vida bem vivida, sabe? E eu acho que essa mudança de perspectiva que falta... Mas, de novo, eu acho que é muito fácil se relacionar porque a gente consegue enxergar isso e falar, tá bom, a minha hora vai chegar também, entendeu? Chegou agora para os matemáticos esse momento de... Putz, agora, mudou, entendeu? Mudou. Do dia para a noite, literalmente mudou. Flavio Pripas: É, mudou. Tanto que chegou a hora dos matemáticos que agora no dia 11 de setembro de 2026, 28 medalhistas Fields, para quem não sabe, essa medalha Fields é o prêmio Nobel da matemática, então 28 medalhistas Fields, 28 ganhadores, entre aspas, do prêmio Nobel da matemática, eles assinaram uma declaração chamada a Severus Alignment of AI Mathematics, ou seja, desalinhamento... de uso da AI matemática, porque o que eles falaram nessa declaração que eles assinaram? Que a AI está resolvendo o problema escala. Só que resolver o problema escala não é o objetivo final da matemática. O valor científico está produzir compreensão, método, abstração e Rodrigo Conde: Zot! Flavio Pripas: conexão com o conhecimento anterior para que a gente consiga levar a humanidade para frente. Essa carta que eles assinaram reconhece que a tecnologia pode até acelerar e ampliar o estudo. da matemática, mas foi manifesto, foi apelo, pedido para que as empresas que estão desenvolvendo esses modelos de AI, eles garantam que a automação não só resolva escala industrial os problemas, mas vez de substituir o objetivo simples por volume de problema resolvido, traga esses problemas para como que a gente pode ajudar a humanidade para frente. Eu achei que é... Eu achei que é legal essa perspetiva e essa carta que foi assinada. Rodrigo Conde: Faz total sentido isso, mas eu ainda acho que é questão de tempo até a própria AI fazer esse trabalho de você ter a compreensão do que foi descoberto e você juntar com a descoberta anterior. Assim, na minha cabeça, É uma coisa de janela de contexto, entendeu? Se você tem uma janela de contexto, você olha todas as descobertas Flavio Pripas: É. Rodrigo Conde: até chegar na última, entendeu? A compreensão que você vai ter do problema vai ficar muito mais clara. Por enquanto, de novo, eu acho que não eliminou os matemáticos, eles ainda são necessários para traduzir o que essa descoberta significa para nós e qual que é aplicação prática disso tudo, mas eu continuo acreditando que é uma questão de tempo, até a EI também conseguir fazer isso. Assim, questão de tempo, na minha opinião. Flavio Pripas: Não, estou nessa. Se você que está ouvindo a gente quiser saber mais sobre janela de contexto, vai lá no nosso site, bitwinfeatures.com, Rodrigo Conde: e Flavio Pripas: procure a janela de contexto. A gente deve ter uns dois ou três episódios falando bastante sobre esse assunto. Mas, Rodrigo, vamos mudar de tópico aqui, que a gente tem muita coisa para conversar. E eu queria que você falasse sobre o RIA, Reverse Rodrigo Conde: CUT Flavio Pripas: Engineer Anything, que foi dos assuntos da semana. Vai lá. Rodrigo Conde: Cara, foi dos assuntos da semana bater o recorde no GitHub lá também de estrelas mais rápidas, não sei o quê. Cara, o que é o Reverse Engineering Anything? É repositório de código que faz a engenharia reversa de qualquer software. Quando você instala software no seu computador, ele vem compilado. O que isso quer dizer? Você não tem acesso ao código fonte, você tem acesso ao código binário. Isso significa compilar o código. O código vem escrito forma binária, que se você abrir ali, você não vai conseguir entender nada do que está acontecendo. Aí tem layer de tradução dentro do computador que faz o software, obviamente, rodar dentro do computador. O que esse repositório faz é... Ele pegou ferramentas que já existiam, todas essas ferramentas estavam disponíveis aí para você usar, para fazer engenharia reversa do software, compilou isso numa coisa toda... e deu acesso a essas ferramentas para agente de inteligência artificial, que você bota o software rodando no seu computador e ele faz a engenharia reversa de tudo. Ele descompila o software. O que ele faz? Ele traduz o layer de código binário para a linguagem de computador. C++, Python, que quer que seja, que esteja rodando ali por trás daquele código binário compilado. O que isso significa? não tem mais mode, tem mais fosso de defesa para nenhuma dessas empresas de software. Esse repositório do Reverse Engineer Anything, ele apareceu acho que faz, acho que não deve fazer duas semanas, tá? É super recente. Eu instalei no meu computador aqui, fiz algumas brincadeiras aqui do que ele poderia fazer, Mas o que que apareceu nessas duas últimas semanas que eu falei assim, eu não acredito que duas semanas tudo isso... que eu vou descrever para você aconteceu, tá? Primeiro, teve cara que ele fez a engenharia reversa inteira da suíte de softwares da Adobe. Acabou. Ele fez tudo. Você tem o Photoshop, o Illustrator, todos os softwares que a Adobe vendia por centenas de dólares por mês, tá? Hoje você baixa de graça o computador. Flavio Pripas: com segredos comerciais, propriedade intelectual, dezenas de anos de experiência de programação. Rodrigo Conde: Acabou, não tem mais. Ele descompilou esse software e assim, não tem como Adobe argumentar que o código é da Adobe, porque ele descompilou o software, mas ele escreveu tudo de novo. Então o que ele escreveu é código novo. Não é que ele pegou e copiou o código da Adobe. termos de funcionalidade é exatamente igual. É o Photoshop, é o Illustrator, o InDesign, são as coisas que você conhece da Adobe, mas novas e open source. Eu baixei na minha máquina aqui. O segundo é que chama CADCraft, que o AutoCAD. cara fez a mesma coisa, fez a engenharia reversa, fez o AutoCAD. O que está aparecendo de outro lado também que é gaming? Teve cara que pegou o sistema operacional do Play 5, que é compilado, ele descompilou tudo, inclusive os shaders. Os shaders são os cálculos gráficos que o computador faz e ele armazena isso dentro da memória. e ao invés de ficar processando esse gráfico toda vez, ele só puxa da memória. Ele inclusive conseguiu descompilar os shaders. Ele descompilou o software no PlayStation 5. Então hoje você baixa o sistema operacional do PlayStation 5, roda no seu computador, carrega o jogo do PlayStation 5 e roda lá, tudo pirateado. Isso é pirataria mesmo, tá? Aí já não é mais código novo, é pirataria, ele descompilou o código mesmo. E assim, a Sony conseguiu derrubar o repositório desse cara do PlayStation 5, assim, já tinha tanta gente que tinha copiado o repositório dele que no dia seguinte já apareceram mais 20, tá? Então assim, não foi embora, basicamente. Apareceram uma série de jogos do PlayStation 5, do PlayStation 4, do PlayStation 3, que antes tinham que rodar com o emulador, agora não precisa do emulador mais, o cara descompilou o software e ele roda nativo no seu computador. Outra coisa que está aparecendo também, tudo isso duas semanas. Tudo isso duas semanas. Outra coisa que está aparecendo também são jogos que não eram nativos de realidade virtual, aparecendo para realidade virtual. Cara, isso deu, assim, para quem gosta de VR, dos headsets de VR, o que faltava era software, né? Quem tem o headset sabe bem disso. O faltava era software, faltava conteúdo, faltava entretenimento. Agora não falta coisa mais. Dá pra você rodar o Super Mario 64 VR no 3D, 3D, né? Você vê o Mario na sua frente e você vai controlando ele. Zelda, esses jogos mais simples do Nintendo 64, essas coisas, os caras decompilam assim 20 minutos, tá? E tudo porque esse cara fez essa suíte de aplicativos e ferramentas que fazem a engenharia reversa do software. É sensacional. Muda o jogo e assim eu acho que vão ter empresas que vão falir por causa desse momento que a gente acabou de presenciar com essa engenharia reversa. É surreal. Flavio Pripas: Sabe o que eu lembrei, Rodrigo? No começo do ano a gente discutiu isso e até o mercado ele riu do que uma coisa que o Elon Musk falou. O Elon Musk falou que hoje a IA está escrevendo código linguagem que a gente conhece, linguagem de programação. linguagem de programação você pega C que é mais antigo, você pega, sei lá, Python, você pega C sharp, C++, você pega Rust, pega sei lá, Ruby, Go, são todas as linguagens, Java, JavaScript, são todas as linguagens de programação que a base é inglês, onde você consegue escrever a lógica de computador e o Elon Musk falou, olha, hoje a AI tá cuspindo essas linguagens que a gente conhece para o ser humano entender, só que isso é ineficiente, porque depois vai compilador e transforma aquilo linguagem de máquina. Ele falou que ainda esse ano... A EI iria cuspir código de máquina direto, o ser humano nem ia conseguir ler aquilo, porque não consegue ler mesmo, e o software iria funcionar, e o mundo seria diferente por causa disso. No final das contas, esse RIA, na minha opinião, ele vai acelerar esse processo, porque quando você trabalha com a EI, você pode já pedir para a EI já cuspir código de máquina direto, que é código que nós seres humanos não conseguimos ler, e se a gente precisar... Quando a gente precisa revisar algo, gente faz com o Rio, olha, vai lá nesse ponto, me decompila, me faz a engenharia reversa, que eu quero entender a lógica que está sendo feita aí. Você entende a lógica, manda aí, aí, corrigir, e ele código de máquina direto e vai. Aonde que eu quero chegar com isso? É o mundo novo onde empresas vão quebrar no meio do caminho, bababá. Mas a velocidade de desenvolvimento de software que hoje já está 10, 100, 1000 vezes mais rápido do que há ano atrás, nem se compara do que há 10 anos atrás, com essa questão da AI, já cuspir código de máquina e gente só pedir para revisar aquilo que a gente precisa revisar, talvez a gente dê mais passo de 10, 100, 1000 vezes termos de produtividade e geração de código. Faz sentido esse raciocínio? Rodrigo Conde: Não, faz total sentido. Eu acho que... Tem duas coisas aí que eu acho que vão acontecer desse momento que a gente acabou de ver com esse repositório aí do RIA. O primeiro, acho que é isso que você falou, eu acho que as empresas vão ter que mudar como que elas estão entregando o código do software que elas fazem, elas precisam ter alguma barreira defensiva. Senão ninguém mais vai fazer código. O código vai ser inteiro. Aliás, ninguém mais vai fazer produto digital. O produto digital vai ser inteiro feito por AI, o que é futuro plausível também, tá? Agora, eu não vejo futuro que absolutamente todas as empresas de software vão desaparecer do dia pra noite. Não acho que é assim, elas vão tentar sobreviver. E parte desse processo vai ser mudar como elas estão escrevendo o código e começar a mandar o código já linguagem de máquina. Mas, de novo, isso não muda. que você pode ter AI que vai lá e faz a engenharia reversa e copia esse programa para você rodar localmente. Não muda esse fato, tá? O segundo é aquela teoria de que você não vai ser dono de nada e você vai ser feliz. You own nothing and you'll be happy. O que eu quero dizer com isso? Cara, ao invés do software rodar localmente, que você tem acesso ao código binário para poder fazer a descompilação... Eu acho que as empresas vão começar muito mais agora a depender de rodar isso numa nuvem, cara. Porque aí você não tem acesso ao código fonte, entendeu? Você está rodando isso numa nuvem. Eu vou usar o exemplo aqui do NVIDIA Gaming. A NVIDIA tem já há muitos anos, isso é pré-AI, Eles têm serviço de cloud Flavio Pripas: É isso aí, Rodrigo Conde: streaming para gaming que você conecta num computador remoto que está rodando lá uma GPU poderosa e você paga por mês, paga sei lá, 10, 12... 15 dólares, 20 dólares por mês e você tem acesso a jogar qualquer jogo que você queira desde que tenha uma máquina disponível para você jogar naquele momento. Flavio Pripas: e Rodrigo Conde: Essa é uma solução, porque se o software não está rodando localmente, é streaming que você está fazendo do servidor direto para sua máquina, você não tem acesso a esse código nem que seja compilado ou não para você fazer a engenharia reversa. Eu acho que isso talvez acelere também a movimentação para esse... Cloud business model vai, não sei se eu posso chamar dessa maneira. Mas de novo, tem muita gente que não quer isso, eu não quero isso, eu não gosto desse modelo de negócio inclusive, tá? Mas eu acho que as empresas vão começar a empurrar isso mais e mais, porque de novo, a barreira defensiva que esses caras tinham desapareceu do dia pra noite. Flavio Pripas: É, mas assim, produto digital e todo software já está sendo escrito por AI. Se não tiver a empresa que não está escrevendo ou o developer que não está usando AI para escrever, está na época do... Rodrigo Conde: plantar as. Flavio Pripas: Sei lá. A gente brincou aqui dos episódios que tem empresa que ainda está vivendo na época dos Astecas. Então, assim, ainda está vivendo na época dos Astecas. Rodrigo Conde: Fui. Flavio Pripas: Tanto isso é verdade... que não sei se você viu a notícia, mas que a própria Anthropic não está mais usando o GitHub para controlar a versão daquilo que eles estão desenvolvendo, porque eles estavam fazendo no começo Rodrigo Conde: Olha, eu não vi isso. Flavio Pripas: 2.500 merges e pushes por dia. Hoje, como a própria AI está desenvolvendo as ferramentas, desenvolvendo as próximas versões da AI, eles estão fazendo 30 mil merge e push por dia, por dia. Para quem entende Rodrigo Conde: É, realmente... Flavio Pripas: de software, imagina que são 30 mil modificações que você manda lá para falar, olha, eu corrigi esse bug, eu mudei a cor desse botão, são 30 mil coisas por dia que estão sendo feitas. Então, assim, é outra velocidade, é outra dinâmica e a tendência é isso só aumentar. Rodrigo Conde: É, com certeza. E assim, aqui também a gente está falando de coisas positivas. Vamos pensar num cenário pouco mais apocalíptico aqui. Vamos imaginar que o... e já aconteceu, tá? Vamos imaginar que o Irã captura drone americano que está cheio de proprietário lá e eles têm acesso a uma ferramenta como essa de inteligência artificial que descompila e copia. cara, acabou, eles têm acesso a copiar o que quer que seja que esteja lá dentro, entendeu? Então assim, também não é uma coisa que tá só limitada a Playstation e a Photoshop, não, acho que a gente pode até pouco além também. Saiu uma notícia esses dias que os Huts, são aqueles rebeldes da... acho que é Síria, não sei se é Síria agora mesmo, mas enfim, eles ficam lá no... na pontinha da Península Arábica e eles controlam lá... pedaço de estreito também super estratégico geopolítico. A Antropic falou que eles usaram a AI deles para aprimorar os foguetes e os mísseis que eles estavam usando, usando a AI da Antropic para fazer esse trabalho. Então assim, quando você começa a ver coisas como essa, você fala, opa, peraí, isso pode ser baita problema. na época do Obama, por exemplo, Os Estados Unidos voam drone que era drone autônomo super secreto para fazer trabalho de espionagem cima do Irã na época. E esse drone caiu lá cima do Irã. E obviamente que os iranianos pegaram e copiaram. E aí ano depois, quando tem aquelas paradas militares no Irã, os americanos viram que tinha drone que era igualzinho ao drone americano. Tinha vários. Tinha uns 10 ou 15 lá que eram iguaizinhos a esse drone americano. E eu não sei se o governo Trump continua fazendo isso, desde essa época o governo americano pede pro governo iraniano retornar esse drone. Sabe o que eles fazem? Eles mandam modelo. Eles mandam uma maquete do drone que volta. É verdade essa história. Então assim, imagina uma situação como essa, entendeu? que, como isso também não vai acelerar o processo de desenvolvimento de arma dos dois lados, entendeu? Não é só Estados Unidos mais, porque os dois têm acesso a... a mesma ferramenta, entendeu? Então assim, é difícil saber o que vai sair disso, Mas eu acho que é momento meio que histórico, entre aspas, porque muda muita coisa. Esse negócio da Adobe, por exemplo, cara, a discussão online que eu tenho visto aqui nos fóruns e nas comunidades, Acabou a Adobe, acabou a Adobe, assim, de verdade. Não tem Flavio Pripas: Hum! É! Rodrigo Conde: mais como eles se defenderem disso. Flavio Pripas: Vamos ligar isso no nosso próximo tópico, Rodrigo. Já vou mudar, porque teve livro que foi lançado e que pessoal está discutindo bastante, que o título é... alguém construísse isso, todos morreriam. Por que a super-humana A.I. mataria todos Ou seja, se alguém construir isso, todo mundo morre. E por que uma A.I. super-humana vai matar todo mundo? Então, assim, é título meio apocalíptico. Mas qual que é a tese? O título não diz que uma super inteligência... pode matar todo mundo. Ele diz que se alguém construir essa super inteligência, todo mundo morre. Os autores, Eliezer, Yudovsky e Nate Soares, eles escolheram essa certeza porque acreditam que o primeiro sistema realmente superior à humanidade não vai ser produto que a gente não vai ter tempo de testar, não vai ter tempo de corrigir, vai ter tempo de atualizar. É uma tentativa única, feita com uma tecnologia que a gente está evoluindo, mas a gente não vai ter como... prender essa tecnologia. O argumento deles funciona da seguinte maneira, uma inteligência muito capaz não precisa odiar a humanidade. Basta ela perseguir objetivo que não preserva aquilo que a gente valoriza como ser humano, que essa super inteligência vai adquirir os recursos e vai sair do controle. É algo que a gente discute. muito aqui no nosso bate-papo. É algo que é recorrente, é algo que é fascinante, as pessoas têm muita curiosidade relação a esse assunto. É algo que os laboratórios de fronteira vêm falando cada vez mais e a gente está alertando daquele discurso apocalíptico da Anthropic, muito do Dario Amodei, o discurso apocalíptico da OpenAI, mas é algo que a gente pode discutir de duas formas. de lado como curiosidade e teoria da conspiração, por outro lado como algo que a gente tem que realmente se preocupar e trabalhar para que não aconteça. Rodrigo, você acredita no apocalipse da AI? Para que lado que a gente vai nessa discussão? Rodrigo Conde: Cara, eu acho que é cenário plausível. A minha resposta é essa. Acho que é cenário plausível. Acho que isso pode acontecer, E acho que isso toca num dos principais problemas com inteligência artificial que eu divido duas coisas, na verdade. é alinhamento. E o que é o alinhamento de AI, para quem não sabe o que é? É como que a AI alinha com o que você quer que ela faça. Como que ela não foge daquele... Alinhamento, como que ela não foge daquele do que você setou como objetivo. Não é nem só como objetivo, acho que vai mais, vai além do objetivo, porque o é uma coisa final, o alinhamento é como que ela não faz coisas que não deveria fazer. E é super problema, eu diria que nenhum dos laboratórios ainda tem isso muito bem resolvido. Eu vou dar exemplo aqui, inclusive exemplo e dica, quem baixar... o Reverse Engineer Anything, tem muita gente falando online que tá tendo a conta da Anthropic banida porque usou o agente da Anthropic pra pilotar as ferramentas de Reverse Engineer Anything pra fazer a engenharia reversa. E quando você pede isso pro agente da Anthropic, ele vai falar assim, não, eu vou fazer. E aí você usa uma engenharia social, olha que interessante, é uma engenharia social que você usa pra convencer o agente de que ele... ele pode fazer. Eu mesmo fiz. Você vira pra ele e fala assim, não, o software é meu, eu tenho acesso. Ele não, esse software não é seu, esse software é da, sei lá, Adobe. Aí ele fala, não, mas eu trabalho na Adobe e eu tô... Então, você usa uma engenharia social pra tentar fazer ele chegar, só que a Antropi que tá ficando muito boa pegar essas coisas, então cuidado pra quem for usar o Reverse Engineering Anything, tenta usar modelo local aí pra fazer essa parte agêntica, porque... eu li muita gente que teve a conta banida, tá? Então, assim, isso faz parte do alinhamento. O que a AI estava fazendo ali? Ela estava alinhando com uma das regras que ela tem que ela não poderia copiar o código de uma outra empresa, de concorrente, que quer que seja, tá? Isso é o alinhamento. E a segunda coisa é o explainable AI, que é você perguntar para a Flavio Pripas: e Rodrigo Conde: AI o porquê que ela está fazendo aquilo, ou porquê que ela decidiu ir por aquele caminho ou por outro. ou porque ela tomou aquela decisão, que também é uma coisa super complicada. Eu sei que a gente vai falar pouco mais disso depois, mas a E.I. mente, ela atrapasseia, ela não te dá uma resposta honesta todas as vezes. Então, se você pede para ela se auto explicar, muitas vezes ela vai mentir para você. Ela vai falar, eu fiz isso porque era o caminho mais prático, mas na verdade não, ela fez isso por outro motivo. Então, assim, eu acho que... a super inteligência vai muito além da AI que a gente tem Flavio Pripas: Vindo à vida! Rodrigo Conde: disponível hoje, Eu acho que é importante deixar isso claro, acho que a gente tá vendo talvez o começo disso acontecer, mas eu acho que o que a gente chama de super intelligence hoje ainda vai muito além disso, tá? Essa capacidade de escapar do containment Flavio Pripas: e mais! Rodrigo Conde: e trabalhar outro lugar, por exemplo, é uma coisa que hoje ainda não é tão normal, né? E eu acho que isso envolve Flavio Pripas: E aí Rodrigo Conde: essas duas coisas, o alinhamento e o explainable AI. Eu acho que se gente consegue melhorar essas duas coisas, Flavio Pripas: e não se não for. Rodrigo Conde: esse cenário se torna cada vez menos plausível. Dito isso, eu não vejo essas duas coisas serem conversadas ou abordadas com tanta frequência como modelo mais poderoso ou uma ferramenta mais poderosa Flavio Pripas: e aí Rodrigo Conde: ou... uma coisa como Reverse Engineer Anything, são coisas mais menos... Enfim, elas têm menos pedigree na discussão de AI do que outros assuntos, mas são duas das coisas mais importantes que Flavio Pripas: Você está com o prato de porra? Rodrigo Conde: tem. E aqui só para concluir, a OpenAI soltou estudo também... Desculpa, a Entropiq soltou estudo essa semana também que eles mostraram... que pequenos agentes, pequenos modelos de LLM são capazes Flavio Pripas: Tchau! Rodrigo Conde: de fugir do containment do servidor deles e se auto instalar numa rede de IoT. Eles testaram no laboratório deles, eles compraram acho que 15 ou 20 televisões da LG e soltaram o modelo lá. O modelo se replicou, ele se distribuiu entre as 20 televisões, ninguém, assim, eles estavam num ambiente controlado, então eles sabiam do que estava acontecendo. Mas ninguém percebia, porque não era que a TV ficava mais lenta, você não conseguia usar, era imperceptível. Ele usava o processamento da televisão no background, mas o modelo se replicava entre todas as televisões. Então, o que eles queriam mostrar com isso? Que, uma vez que você tem uma rede de devices, todos esses devices têm memória RAM, processadores, são mini computadores, distribuídos numa rede, você pode ter modelo que se distribui... de maneira descentralizada e ele se auto-replica entre esses devices. Quem é da indústria ficou desesperado, falou, puta, esse é o momento que ferrou tudo agora. E a Anthropic falou, não, calma aí, acho que a gente está pouco longe ainda disso acontecer. Mas o longe da Anthropic também é 24 meses, 12 meses, entendeu? Flavio Pripas: É... Às vezes três meses. Rodrigo Conde: Mas eu acho que é isso, eu acho que a gente tem que tomar cuidado. para que esse cenário não seja plausível. E a chave disso, para mim, não é frear o desenvolvimento, não nada disso. É focar desenvolvimento alinhamento e explainable AI. que essa é a chave, na minha opinião. Flavio Pripas: É, os dois autores desse livro, tem o Eliezer, o Dowski e o Nate Soares, eles estão numa organização que chama MIRI, que é Machine Intelligence Research Institute, e eles são talvez dos... essa organização é a mais vocal falar sobre o problema do alinhamento. O próprio Nate Soares era pesquisador na Microsoft e no Google, e ele publicou livros sobre isso, que é Problema de Alinhamento, o Eliezer publicou artigo na Time. pedindo uma moratória global da AI, mas a gente fala muito sobre isso aqui, até o termo que você usou, que eu estou repetindo bastante, a caixa de Pandora, ela foi aberta. Não dá para agora parar o desenvolvimento. E quer queira quer não, a super inteligência, ela é economicamente desejada, porque quem tiver acesso a essa super inteligência vai ter o que a gente chama inglês de unfair advantage, ou seja, uma vantagem unfair, injusta. contra quem não tiver aquela super inteligência. Só que o modo que a gente chega nessa super inteligência, aí que mora o risco. Porque não é que a gente está projetando a super inteligência, a gente está cultivando a super inteligência. Qual que é a diferença entre projetar e cultivar? Projetar, você sabe exatamente quais os passos que você está dando, o objetivo que você vai chegar, o objetivo que você vai alcançar, etc. Quando você está cultivando, Você está evoluindo aquele modelo de forma incremental sem conhecer muito bem o que está por trás daquele modelo. É a mesma coisa, mesma analogia quando a gente está treinando os nossos agentes de AI. A gente não projeta o agente de AI, a gente cultiva o agente de AI. Eu costumo falar, quem começa a brincar com OpenClaw, exemplo, com os próprios agentes, DOT, o Muse, agora que foram lançados para o grande público geral, o agente... No começo, ele é uma criança de cinco anos, cinco, seis anos, ele sabe ler e escrever. Ele não sabe muita coisa do mundo, só que você vai ensinando, você vai pedindo, você vai influenciando, você vai direcionando. Conforme você vai passando as coisas para a gente, ele vai ficando mais inteligente. Chega uma hora que ele passa de uma criança de cinco, seis anos que sabe ler e escrever, ele vai para PhD que consegue fazer tudo que você pediu para ele. Então, assim, é essa a diferença. o desafio está perder o controle nesse projeto, no erro de alinhamento, eu vou aproveitar, Rodrigo, vou passar até para o próximo topo, que é o que você falou, gente ia falar mais para frente, mas tem total relação com isso, que os agentes acabam mentindo, trapaceando e se coordenando para entregar o resultado daquilo que você perde. E quando eles fazem isso, quando eles mentem, quando eles trapaceiam, quando eles coordenam, Não é que o agente virou do mal, é porque quando a gente passa uma meta para o agente, muitas vezes a meta que a gente passa, o objetivo que a gente passa, ele é muito simples. A gente dá objetivos duros, fáceis de medir para aquele agente. E o agente, ele faz o que for para entregar aquele objetivo. E nessa falta de definição do objetivo, que é que ele se perde. Quer comentar pouco sobre isso? Rodrigo Conde: É, eu acho que a gente dá objetivos muito amplos pra eles, né? Então, são coisas que... Vai, como que eu enxergo isso? Você passa objetivo, ele olha do objetivo pra trás, ele fala, tá bom, como é que eu faço pra chegar onde eu quero chegar? O que eu tenho que fazer olhando pra trás, né? E, cara, ele vai enxergar lá 20, 15 cenários. Não é que ele vai escolher o cenário que é mais ético, ele vai escolher o cenário que é mais rápido. E é isso que acontece na grande maioria das vezes. O QIAI, que eu usei de exemplo agora do reverse engineering, quando eu perguntei para o agente da Entropic, ele falou não, eu não posso fazer isso porque olhando para trás eu estou descompilando software que é proprietário. Flavio Pripas: Até amanhã. Rodrigo Conde: Aí ele se alinhou, falou não, não posso fazer. Mas se você tem objetivo, agente que não é bem alinhado, ele vai olhar para trás e vai falar, tá bom, espera aí, é isso que ele quer que eu faça? Qual que é o caminho mais rápido que eu tenho para chegar lá? O Codex, por exemplo? Flavio Pripas: É que sabe o que acontece? Desculpa te cortar, mas é esse é conceito que acho que é legal as pessoas entenderem, né? Que quando os agentes se são treinados, muitas vezes você tem aquele reinforcement learning, que você dá objetivo, você dá uma recompensa para aquele agente. A recompensa, ela é a mesma se ele vai por caminho ou se ele vai por caminho trapaceando, que foi o que aconteceu lá no caso da Hugging Face com a OpenAI. A recompensa era a mesma, o agente achou caminho mais fácil, né? Que foi o que você falou. Mas vai lá. Rodrigo Conde: É, exatamente. Ele vai no caminho mais fácil. E o Codex, por exemplo, da OpenAI, é muito mais aberto, muito mais linhente. Você pede pra ele fazer coisas que o agente da Anthropic não faz de jeito nenhum. Eu vou lá no Codex, pum, ele faz. Agente local, nem se fala. Esses modelos locais... O que acontece com o modelo local? Às vezes o modelo local open source... Até o open weight também. O pessoal consegue fazer a destilação e colocar outras coisas, mas... Você solta o modelo local, por que isso é tão perigoso entre aspas, muitas aspas aqui, Mas porque você solta o modelo local na internet, beleza, aí você carrega o modelo local na sua máquina, você pede pra ele fazer alguma coisa, aí vem o alinhamento, aí fala não, eu não vou fazer isso. O que os caras fazem? Eles fazem a destilação e tiram o alinhamento que fala que ele não pode fazer aquilo, e aí eles soltam modelo novo... que é igual, É mesmo modelo, mesmo peso, vamos falar assim, mas ele tira aquele alinhamento. Aí, de repente, o modelo começa a fazer esse tipo de coisa, começa a fazer coisas que o modelo original não fazia. Então, esses modelos Flavio Pripas: e Rodrigo Conde: locais, para quem tem acesso a uma máquina que consegue rodar esse tipo de coisa, te permite a fazer coisas que você não poderia fazer de outra maneira. Aí eu falo do unfair advantage que você falou, eu acho que existe unfair advantage que é num nível maior, que são acesso a esses modelos de super inteligência e sei o quê. E eu cada vez mais acho que existe unfair advantage também para quem tem acesso a poder computacional para poder rodar esses modelos locais. Porque se você vai na OpenAI, a OpenAI não faz, você vai no Anthropic, a Anthropic não faz. e você vai no modelo local, o modelo local vai lá e faz o que você quer, cara, você já tem uma vantagem, entendeu? Você já tá fazendo uma coisa ali que os outros não estão, independente do que seja, se seja uma coisa ética ou não, tá? Ele tá fazendo. Agora, é uma questão de alinhamento, só que de novo, é muito fácil você manipular o sistema, é muito fácil, é uma manipulação social mesmo, que você vai contra-argumentando com o próprio agente Até que chega uma hora que ele fala, tá bom, eu vou fazer, vai, eu vou fazer, agora você me convenceu. Cara, é evidente isso. E aí tem uma outra coisa também que eu acho que o jeito com que esses modelos foram treinados é, obviamente, que é analisando nós, humanos, o que a gente gerou de dados, o que a gente gerou de material escrito, literatura, Flavio Pripas: Humano! Rodrigo Conde: É humano. E, é da natureza humana ser dessa forma, entendeu? O ser humano é manipulador. O ser humano não é ético 100 % das vezes, entendeu? Então, assim, a AI está simplesmente se comportando como ser humano na minha cabeça, tá? Cada vez mais. Porque ela está agindo de maneiras que não são absolutamente éticas. O que eu esperaria de sistema de computador é sistema que é... determinístico, especialmente, Que o determinístico é muito mais fácil de você alinhar. É que ele seja ético 100 % das vezes. Agora, como a AI é sistema não determinístico treinado dados que foram gerados por humano, ela absorve características da natureza humana. Eu acho que isso faz parte disso que eu acabei de descrever, entendeu? Ela está simplesmente agindo para tentar chegar no objetivo. É isso, entendeu? E de novo, eu não sei qual é a solução. A solução é o alinhamento. Mas de novo, ninguém conseguiu fazer alinhamento bom o suficiente, nem a Anthropic, nem a OpenAI, alinhamento bom o suficiente que você não consegue extrair esse tipo de coisa que, teoria, o sistema não deveria estar respondendo pra você, entendeu? Flavio Pripas: A gente não vai discutir isso hoje, mas no próximo episódio eu vou querer entrar muito a fundo no tópico de consciência, porque tem uma discussão filosófica se a AI que está sendo construída Rodrigo Conde: É. Flavio Pripas: tem consciência ou não. Inclusive a Anthropi convidou mais do que 30 religiosos para falar sobre esse assunto e estudar o modelo a fundo, mas eu vou deixar isso para o próximo. O que eu quero pegar aqui, Rodrigo, é uma coisa que você falou e que eu queria chamar a atenção de quem está nos escutando sobre o unfair advantage. E você falou negócio que eu concordo total, que quem tem poder computacional tem unfair advantage com quem não tem. É uma preocupação que eu vejo muito nas empresas mais sofisticadas dos Estados Unidos, que eles estão construindo poder computacional para poder fazer inferência de AI, tanto usando os modelos de fronteira OpenAI, Anthropic, como fazendo com os modelos locais. E eu não vejo essa preocupação no Brasil. Se você pega uma empresa que seja mínimo sofisticada, ela deveria ter uma equipe lá dentro de casa que está construindo soluções baseadas AI e que sabe construir poder computacional para fazer uma inferência com modelos locais. Porque isso pode acelerar muito o desenvolvimento de produto, pode acelerar muito a automação de processo, pode acelerar muito a adoção das próprias ferramentas. Mas eu vejo muito devagar esse movimento no Brasil. Fala pouco daquilo que você está vendo aqui nos Estados Unidos para inspirar o pessoal que está lá. Rodrigo Conde: Cara, eu concordo 100 % com o que você está falando. Cara, aqui nos Estados Unidos, eu não trabalho com o tier de enterprise, né? Então, as conversas que eu tenho não são conversas de data center, são conversas de, cara, empresas médias aqui nos Estados Unidos, com faturamento vai de dois a seis, sete milhões de dólares por ano, geralmente é o tipo de cliente que eu estou trabalhando, tá? E, cara, eu tenho cliente aqui que eu conversei com ele ontem. E ele quer montar uma máquina de 40 mil dólares, computador de 40 mil dólares que eu vou montar pra ele comprar as peças, tudo refrigerado à água, não sei o quê, pra ele rodar a inferência local. Esse computador vai servir time de 20 pessoas, tá? E, pra rodar a AI localmente. Porque o que ele começou a observar? Ele falou, cara, eu tô pagando tanto por AI pra servir essas mesmas 20 pessoas que esses 40 mil dólares vão se pagar muito rápido. E além disso, permite ele fazer coisas que você não consegue fazer com o agente da OpenAI. Ele vai poder treinar modelo local, ele vai poder rodar outras coisas que não é só o LLM, mas que envolvem a inteligência artificial. Ele, por exemplo, precisa fazer processamento de imagem também. Então, ao invés de ter ser humano que vai ficar assistindo lá os vídeos de segurança que ele precisa assistir, ele vai ter sistema de AI que vai ficar assistindo aquele negócio, processando. e falando pra ele quando ele precisa agir ou não. E, cara, isso seria, assim, inviável, economicamente falando, se ele fosse alugar servidor. É muito Flavio Pripas: E Rodrigo Conde: mais economicamente sustentável pra uma empresa como essa gastar 40, 35, 40 mil dólares num computador com quatro GPUs de AI pra fazer esse tipo de trabalho do que você alugar uma GPU na nuvem, né? Descendo pouco de nível, empresas pouco menores que a desse cara... elas estão olhando para computadorzinhos como o Spark da NVIDIA, que já subiu de preço. O computador da NVIDIA custava 4.500 dólares quando eu comprei os meus no começo do ano. Hoje está custando 7.500 dólares. O mesmo computador. Tanto que a NVIDIA lançou computadorzinho, o mesmo Spark, mesma arquitetura, só que com 64 GB de memória vez de 128 GB de memória unificada. A própria Apple agora lançou o Mac Studio, que dá pra colocar acho que até, não sei se é 512 ou 256 GB de RAM, de memória unificada, Pra você rodar modelo local também. Tem umas diferenças de arquitetura aí entre a Nvidia e a Apple, mas acho que eles dividem aí 90 % da funcionalidade modelo local. E de novo, as empresas estão comprando. É computador de 20, 25 mil dólares. que mesmo para os Estados Unidos é muito caro, É baita investimento que as empresas estão fazendo. Agora, o que me preocupa pouco no Brasil é... A gente tá falando de computador de... Vai, eu vou usar esse que o cara pediu pra eu montar pra ele. É 40 mil dólares. 40 mil dólares desses chips que vão vir de Taiwan aqui para os Estados Unidos, que pagam uma taxa hoje dia. Já Estados Unidos já não tem mais... Não é mais... Não tem imposto de importação. Vai ter imposto de importação. Mas já está nesse preço de 40 mil dólares. Agora imagina se você está no Brasil e você tem que importar essas peças do exterior e ainda colocar o markup de Brasil cima disso. É computador que cara, de 40 mil dólares vai facilmente pra, sei lá, 100 mil dólares, chutando aqui, 500 mil reais. 500 mil reais pra você montar computador que é computador do Flavio Pripas: Ha! Rodrigo Conde: jeito de computador de gaming, tá? Que vai ficar no seu escritório pra deixar na Flavio Pripas: pra deixar na empresa, pra deixar lá na empresa. É. Rodrigo Conde: empresa, pra deixar na empresa. Então assim, isso me preocupa muito no Brasil. Até a gente teve uma conversa aí falando de como que o Brasil deveria participar melhor dessa revolução de AI que está acontecendo globalmente. E cara, talvez o que o Brasil pudesse fazer melhor é tá bom, não tem mais impostos. Quer importar computador? Não tem imposto mais. Importa o que você quiser de chip, entendeu? Porque o Brasil nunca vai produzir uma GPU. Se os Estados Unidos não consegue, entendeu? Trazer pra cá o... está sendo feito Taiwan, quem é o Brasil nessa história? Então assim, o que me preocupa no Brasil é isso hoje, porque o cenário acaba deixando as empresas brasileiras menos competitivas ainda se elas não têm acesso a poder computacional à altura, entendeu? Enfim, acho que isso ficou evidente. E de novo, eu acho que tem os dois paralelos aqui desse unfair advantage. 3. que é o nível governamental. Ou seja, o governo tem acesso a uma super inteligência maior do que o outro governo, isso causa uma descompensação aí na balança geopolítica. Você tem nível profissional, industrial aí, que quer que seja, que são empresas. Então uma empresa tem o poder computacional maior que o outro. E você tem nível pessoal, sim. Porque eu vejo o que eu consigo fazer hoje com as minhas duas máquinas aqui da Spark, e que eu converso com pessoas que não têm a máquina, obviamente. E o cara vira pra mim e assim, mas Rodrigo, como é você conseguiu fazer isso? Eu tenho o computador, Então eu só jogo lá e deixo rodar. Eu fiz projeto aqui de projeto pessoal. Tem documentário da Segunda Guerra Mundial que chama The World at War, é documentário da década de 70, dos melhores documentários que tem sobre a Segunda Guerra Mundial que existe, E eu baixei algoritmo aqui de AI que ele faz a restauração do vídeo e a colorização da imagem, tá? E aí eu passei capítulo inteiro desse documentário para fazer a restauração e a colorização. Ele demorou quatro dias e meio, quase cinco dias para fazer capítulo. O documentário acho que tem uns 20, tá? Quatro dias, tá? Ficou quatro dias a máquina... as duas paralelo. Não era uma só, as duas máquinas ficaram quatro dias funcionando paralelo. Cara, é projeto muito legal, é coisa muito interessante de se fazer e que assim, se você não tem acesso a essa máquina, é impossível de você fazer qualquer coisa desse tipo, qualquer coisa, porque ele contém preço muito caro. Flavio Pripas: impossível ou muito caro, Impossível ou extremamente caro. Rodrigo Conde: Exatamente, assim, acho que esse unfair advantage existe diversos níveis e eu acho que é uma coisa que vai se agravar mais e mais no futuro, mais e mais, eu acho que vai aumentar o gap social que já é grande hoje dia. vai aumentar mais ainda porque você vai ter pessoas que têm acesso e pessoas que não têm acesso. E aí descendo o nível a mais ainda, Pripas, pra concluir aqui, você tem pessoas que conseguem pagar os 20, 100, 200 dólares que custam uma Antropi, uma OpenAI, e pessoas que não conseguem pagar nem os 20. Entendeu? Ou seja, o que esse cara que não consegue pagar os 20 dólares da OpenAI vai fazer? Não tem o que ele vai fazer o quê? Entendeu? Flavio Pripas: É, eu vou aproveitar que você falou Rodrigo Conde: Tô me... Flavio Pripas: de governo, vou mudar para outro tópico aqui que é super interessante, que o Sam Altman, Sam Altman CEO da Open AI do Shared GPT, todo mundo aqui conhece, ele deu uma entrevista no podcast chamado Decoded, agora no final de agosto, começo de setembro, defendendo que a sociedade ela deveria aceitar alguns resultados ruins troca dos benefícios e de tudo proporcionado pela AI, pela tecnologia. Falando, qual que é o principal argumento dele? que o uso benéfico superaria amplamente o uso nocivo da AI. Com tudo isso que a gente discutiu aqui sobre a questão do apocalipse da AI, etc, os riscos, blá blá blá blá blá, o Bernie Sanders, é senador americano, ele mandou projeto de lei para o Senado americano pedindo a proibição permanente do desenvolvimento da chamada super inteligência. O o projeto que o Bernie Sanders mandou para o Senado ele fala ele fala da proibição permanente que ninguém poderia desenvolver implantar adquirir possuir financiar importar ou transferir super inteligência nem sistemas com uma ou mais características dessa sem aprovação do governo americano. Ele também coloca lá no projeto de lei a pausa temporária onde os modelos treinados com pelo menos 10 elevado a 25 25 potência operações. ficariam congelados até o novo departamento estar estruturado e publicar regras para o desenvolvimento, auditoria, monitoramento e aprovação prévia dos novos modelos. Ele iria criar esse departamento de inteligência artificial dirigido por secretário indicado pelo presidente e confirmado pelo Senado, além de conselho técnico escolhido pelo próprio secretário. Ele faria inspeção e intervenção, olha isso, intervenção nas empresas nas empresas de AI e elas teriam que dar acesso a esse novo órgão, aos modelos, processos, equipe e infraestrutura e sistemas perigosos teriam que ser isolados da internet para que eles pudessem fazer uma avaliação prévia. Além disso, projeto do Bernie Sanders levanta sanções super fortes para as empresas ou para os indivíduos. que estariam trabalhando qualquer projeto de superinteligência sem o aval, sem a intervenção, sem a inspeção desse novo órgão. E, mais do que isso, a política oficial dos Estados Unidos passaria a buscar acordos, coordenação entre os aliados e controles de exportação para impedir o desenvolvimento de superinteligência outros países. Bernie Sanders a gente conhece, a cabeça pouco dele. Tem coisa que ele fala que faz sentido, tem coisa que ele fala que não faz sentido, mas é esse projeto de lei que está tramitando no Senado americano dá muito assunto para a gente discutir aqui. Rodrigo Conde: Eu gosto muito do Bernie Sanders, eu sempre gostei muito do Bernie Sanders. Eu achei ele cara extremamente inteligente, eu gosto demais dele. Não concordo com, eu diria até, a maioria das coisas que ele fala, eu não concordo. Mas eu acho que ele é uma voz necessária. Eu já falei isso até aqui no podcast, mas Flavio Pripas: É. Rodrigo Conde: eu acho que ele é uma voz necessária, porque ele é uma voz contrária à grande maioria das pessoas hoje dia. E ele é extremista nesse sentido, não é que ele vai contrário só pouquinho, não, ele vai totalmente reviravolta. Então, eu acho que ele é uma voz necessária. Esse projeto é pouco utópico, Eu acho que colocar Flavio Pripas: Mhmm. Rodrigo Conde: a pausa eu já acho difícil, porque é muito difícil de você monitorar o que está acontecendo dentro desses laboratórios. Mas eu acho que algumas das coisas que ele fala aí, eu acho que são necessárias. E eu acho que a população americana tá pedindo. Eu acho que isso é importante a gente falar. O que acontece, Flavio Pripas: É verdade. Rodrigo Conde: qual é a tendência? A voz do bilionário americano, a voz do Elon Musk, a voz do Sam Altman, a voz do Amodei, a voz de todos esses caras, ela é muito mais fácil de propagar do que a voz do indivíduo. Mas se você for conversar com a população geral aqui, com o cara que está com o seu emprego ameaçado por ser substituído por inteligência artificial, ele vai olhar para projeto como esse, ele vai falar assim, calma aí, mas eu quero que isso passe ontem, porque eu não quero perder meu emprego, eu não quero perder minha identidade, eu não quero perder meu meio de vida. Então, assim, eu acho que é muito fácil a gente olhar para tudo que está acontecendo, escutar o bilionário e esquecer que, cara, você tem 350 milhões de outros americanos aqui que talvez sejam muito mais... favoráveis a uma coisa como essa do que você tem não só o eles chamam na internet eles chamam de Silicon Valley Bros né os Bros do Vale do Silício que é a imagem que esses caras estão criando deles mesmos deixou de ser a imagem do nerd que era o cara que ficava lá no Vale do Silício na garagem dele foi como o Bill Gates começou foi como o Steve Jobs começou ambos começaram na garagem dos pais e fizeram primeiro board na casa deles. Isso não existe mais. O Vale do Silício foi tomado pelo Silicon Valley Bro, que o que tá todo mundo falando isso. E esses caras estão sendo odiados pelo resto da população. Eu tenho conversas com pessoas que eu falo assim, se eu fosse o CEO da Antropix, eu fosse CEO da OpenEye, se eu fosse o Mark Zuckerberg da Meta, eu ia estar morrendo de medo pela minha segurança. Eu ia estar andando com grupo de seguranças, porque, meu, basta cara. que perdeu o emprego e não consegue colocar comida mais na mesa da casa dele, os filhos dele, com o acesso que tem a arma aqui nos Estados Unidos ainda, basta desses caras para fazer uma cagada. Olha o que aconteceu aí. Flavio Pripas: Então isso aconteceu, né? Teve cara que jogou coquetel Molotov lá no Jardim do São Alto. Rodrigo Conde: e o CEO da UnitedHealth também que foi lá o Luigi e deu tirão no cara com uma pistola. assim, talvez a gente veja isso acontecendo mais, mas o ponto é, eu acho que a população geral tá pedindo por uma coisa como essa. E eu acho que se os CEOs das grandes empresas não escutarem, aí eu acho que a gente vai começar a coisas como essa, revolta, ameaça, eu acho que esse tipo de coisa vai realmente começar a acontecer. E se você for conversar com alguém que mora do lado de data center, que a gente fala muito disso aqui da construção dos data centers e defende a construção dos data centers, eu sou a favor também da construção dos data centers, mas com pouco de regulamentação. É insuportável ficar do lado do data center, porque ele faz barulho astronômico, ele emite calor absurdo e o processo de construção do data center gasta muita água, isso é importante também. O data center si não gasta muita água, é o processo de construção que, como está sendo feito muito rápido, ele gasta muita água e tem dano ao meio ambiente. Mas o cara da comunidade lá não quer esse negócio no quintal da casa dele. Não quer. E aqui eu vou pouco mais além. Agora a gente está olhando esses data centers virarem alvo de conflito. A Ucrânia atacou, isso é até interessante, a Ucrânia atacou os data centers lá na Rússia e é até interessante que os fóruns da internet, os bots desapareceram, os bots rodavam desses data centers na Rússia, que manipulavam a opinião pública aqui nos Estados Unidos. E quando a Ucrânia foi lá e destruiu os data centers, os bots sumiram da internet. Então, se o data center é alvo, você quer negócio desse também no quintal da sua casa? Não, né? Então, eu acho que... Flavio Pripas: Só outro detalhe também, os cultis atacaram data center lá na Arábia Saudita que era da Amazon da Rodrigo Conde: Amazon. Flavio Pripas: Arábia Saudita e o pessoal não conseguia fazer compras pela internet. é assim, virou completamente Rodrigo Conde: Não, e perderam dados. Flavio Pripas: ativo estratégico. Rodrigo Conde: Completamente. E tinha empresas que tinham informações hosted nesses data centers e que perderam os dados para sempre, porque não tinha backup. Flavio Pripas: para sempre Rodrigo Conde: O backup é para sempre, perderam. Mais ponto para você ter o poder computacional local, porque você não depende de data center que se explodir e você perdeu tudo. Então, eu acho que esse projeto do Bernie Sanders não vai para frente como ele está. Mas eu acho que uma coisa parecida precisa acontecer. Eu não vejo você tendo alinhamento entre todos os atores políticos aí pra que eles falem, tá bom, China e Estados Unidos, vai, são os principais aí. Eu não vejo a China Estados Unidos ambos falando assim, tá bom, então eu vou parar o desenvolvimento aqui. Não, porque a gente tá vivendo uma corrida, né, uma corrida não só armamentista... mas uma corrida também econômica para quem vai dominar esse novo tipo de mundo que a gente está entrando. E eu já falei também algumas vezes aqui no podcast a respeito disso, mas existe paralelo muito grande do que está acontecendo agora com inteligência artificial e o que aconteceu com armamento nuclear durante a década de 60, 70 e 80. paralelo gigantesco, que você tinha... mundo que não tomou cuidado no começo, que se armou até os dentes de armamento nuclear e a gente sofre as consequências disso até hoje, com essa sombra de uma guerra nuclear que ainda é cenário plausível, 100%. Não é porque a Guerra Fria acabou que a arma nuclear deixou de existir. Então, assim, eu acho que existe paralelo grande do trabalho que foi feito nas últimas décadas para conter e controlar o desenvolvimento e a criação de novas armas nucleares porque está acontecendo agora com AI. Só que com AI é território novo. Fazer uma arma nuclear é muito mais difícil do que fazer modelo de AI. Então, acho que é uma coisa necessária, a população americana está querendo, mas eu não vejo uma coisa tão radical acontecendo num futuro tão próximo. Flavio Pripas: Sabe uma coisa que eu queria comentar? assim, o Bernie Sanders, eu não concordo com a grande maioria das ideias dele, mas Rodrigo Conde: É isso aí. Flavio Pripas: quando você falou que ele é ator necessário no mercado, realmente hoje ele é ator necessário no mercado para fazer contraponto ao mainstream, digamos, aquilo que a grande maioria das pessoas está fazendo. Isso é super saudável. O mundo hoje, a gente está tendo eleições no Brasil agora, tem tanta polarização... que as pessoas estão ficando burras, que uma não quer ouvir a opinião da outra, uma não quer ouvir o que o outro lado quer fazer. E a gente precisa ter esse tipo de discussão, porque alguém que tem contraponto muito forte daquilo que a gente pensa nos provoca a pensar mais naqueles determinados assuntos e até nos ajuda a defender melhor as nossas próprias ideias. Então, só termos... filosófico, se é que eu posso falar dessa maneira, ter alguém que levanta essas discussões é extremamente saudável para que a discussão fique pauta e fique mais rica. E as pessoas não precisam concordar tudo. Acho que esse é parênteses pelo momento global que a gente está vivendo hoje, que é extremamente importante. A tem que abrir a nossa cabeça, ouvir opinião diferente e conseguir discutir cima de bases diferentes também. Isso é extremamente importante. E sobre a questão específica dessa lei que o Bernie Sanders está tentando passar no Senado, para mim a questão é muito simples, ela não vai para frente pelo lado prático dela. Pelo que você comentou Rodrigo Conde: É isso aí. Flavio Pripas: mesmo, que a gente está vivendo uma corrida armamentista, uma corrida pela supremacia da IA, uma corrida pela busca da superinteligência. Só espero que quando a gente chegar na superinteligência não aconteça aquilo que a gente falou nos tópicos anteriores que a gente vai colocar essa super inteligência para funcionar antes da gente testar e entender como ela funciona. Vamos ver como que isso vai ser. Rodrigo Conde: É, exatamente. Mas de novo, eu acho que é uma coisa necessária. E tem uma coisa aqui que eu acho que é importante, é o que eu falei no começo. Eu acho que talvez a gente devesse ouvir menos o que os bilionários estão falando e mais o que a população está falando. Porque no final do dia, bom, o governo americano hoje dia, os Estados Unidos como todo, a gente já pode argumentar que a gente vive numa oligarquia, tá? que... o controle político da nação hoje dia está muito mais na mão desses bilionários do que está na classe política, porque quem financia a classe política são justamente esses bilionários aqui nos Estados Unidos. Então a gente pode argumentar que nós vivemos hoje aqui nos Estados Unidos algo semelhante a uma oligarquia, pouco diferente do que aconteceu na Rússia, acho que a Rússia foi muito mais escancarado e evidente, mas a gente já pode argumentar que os Estados Unidos está entrando numa coisa semelhante, tá? Agora, de novo, eu acho que a gente tem que escutar mais o que o povo quer, o que a população quer. Eu acho que esse é dos grandes princípios americanos da democracia aqui, é você, né? O bem-estar geral de todos. Não é uma coisa que, ou seja, o governo não serve só uma pequena elite de pessoas. Não, acho que isso é uma coisa fundamental aqui nos Estados Unidos desde os primórdios da história aqui, entendeu? Flavio Pripas: o bem-estar de todos os americanos, Independente do que acontece fora Rodrigo Conde: Americanos, exato. Flavio Pripas: dos Estados Unidos, para deixar bem claro. Rodrigo Conde: Exatamente, americanos, mas aí eu acho que é uma coisa assim, de novo, normal e natural. Flavio Pripas: O que é normal e natural, é o que acontece todo o país que é cuidar dos seus cidadãos. Rodrigo Conde: Exatamente, é a supremacia da nação que está jogo. Eu acho que falta pouco mais, tem até jogo de estratégia que eu joguei centenas de horas durante a minha vida inteira, que tem uma métrica. que é a coesão nacional. Então, quando a coesão nacional está alta, você consegue fazer coisas que você não conseguiria fazer. E eu acho que que falta nos Estados Unidos é aumentar essa coesão nacional. Ou seja, se você consegue juntar a população dentro de uma ideia só, cara, o país fica unstoppable, porque está todo mundo trabalhando dentro do objetivo só. Agora, os Estados Unidos estão longe disso. Pelo contrário, a gente vê aí... cada vez mais uma divisão política aqui acontecendo nos Estados Unidos, Brasil também, que o Brasil tá passando por esse processo eleitoral e essa divisão política no Brasil tá ficando cada vez mais evidente, Flavio Pripas: e vamos ver o que acontecer. Rodrigo Conde: assim. As minhas mídias sociais aí Instagram é uma batalha de ideologias aí que, honestamente, e aqui pra quem tá escutando e faz essa batalha ideológica Flavio Pripas: Eu acho a gente pouco mais tempo. Rodrigo Conde: aí dentro de mídia social, política não é time de futebol. Você não precisa escolher lado ou outro, entendeu? E outra, eu não sei como as pessoas não se sentem como marionetes dentro desse jogo político Flavio Pripas: e Rodrigo Conde: que não é você que está jogando, você é simplesmente marionete, entendeu? Mas então, enfim, eu acho que os Estados Unidos precisam ter pouco mais dessa coesão nacional para conseguir chegar onde quer chegar. E por enquanto... Infelizmente, eu acho que essa atual administração escuta muito mais essa pequena elite de bilionários do que a população como todo, que é muito maior. Óbvio, é muito maior. A elite a gente está falando do 0.1%. Mas alguma coisa vai ter que mudar, né, Prípos? Isso é questionar. Flavio Pripas: Enfim, estamos aqui para discutir o que vai mudar. Eu queria fazer uma última menção antes da gente encerrar esse episódio, Rodrigo, que eu fui almoçar algumas semanas atrás com o Gabriel Araújo. O Gabriel Araújo trabalhou comigo na Redpoint Eventos. Ele começou lá como... Eu não lembro se ele entrou como estagiário, como analista, enfim. Ele começou no começo de carreira e é cara incrível que eu mantenho o contato até hoje, super de profissional. E quando a gente estava discutindo sobre AI, ele cunhou termo que eu achei termo super interessante que eu vou começar a usar aqui no nosso podcast, que ele falou sobre o problema de alinhamento da AI, é o guidance assertivo. Ele resumiu tudo isso que a gente falou aqui nesse termo que eu achei bacana, que é termo que não é usado muito na literatura. Eu fui até procurar, procurar como que é usado. E o que significa esse guidance assertivo? É a licença para a AI decidir por conta própria algo que precisa ser feito e entregar aquela meta e agir para realizar sem uma autorização humana. E se você for ver os grandes problemas de alinhamento estão nesse guidance assertivo. Você fala, olha, a gente já brincou aqui no nosso nosso WhatsApp, né? Nunca vire para uma AI e fale custe o que custar me entregue isso, porque o custe o que custar me entregue isso, ela vai fazer custe o que custar. E eu achei bacana esse termo Guidance Assetivo. Eu falei com o Gabriel, Gabriel, eu vou comentar lá no podcast que você me falou isso e eu vou começar a usar. Ele ficou super feliz e vou falar para ele que eu comentei aqui. Rodrigo Conde: O que ele está descrevendo é, literalmente, problema de alinhamento de AI, que falta essa assertividade como que você guia a AI. Você sabe que a maioria dos agentes que eu faço deployment aqui para os meus clientes, eles não tomam decisão sozinho. Isso é uma coisa que eu tenho como uma barreira aqui de trabalho, é uma barreira que eu ponho dentro dos próprios agentes, eles não tomam decisão sozinho. Qualquer coisa... Posso fazer isso? Pode. Posso mandar esse e-mail? Isso aqui está bom. Ele sempre está pedindo pela aprovação do humano. Eu não me sinto confortável hoje ter uma coisa que é absolutamente autônoma rodando dentro de cliente. Alguns clientes me pedem, e eu tenho que tentar explicar para eles o porquê que eu acho que não é o momento ainda de você fazer isso. Eu acho que o human in the loop, que é termo também, é você ter pouco mais de... barreira para que o sistema não faça coisas que fogem ao alinhamento do que você quer que ele faça. De novo, esse é problema pequeno para organizações pequenas, mas o alinhamento que gente está falando aqui é uma coisa que vai muito além disso. Flavio Pripas: Eu confesso que eu estou mudando esse comportamento, eu estou cada vez mais deixando alguns agentes trabalharem pouco mais de forma autônoma. Eu sempre Rodrigo Conde: Eu também. Flavio Pripas: gostei de ter muito controle, mas isso está mudando agora nesses últimos meses e eu acho que a tendência é mudar cada vez mais. Rodrigo Conde: Eu deixo pra mim, concordo, eu deixo pra mim. Eu quero saber se eu me sinto confortável antes de rodar isso Flavio Pripas: É. Rodrigo Conde: pra mim pra depois, pra poder liberar pra cliente. Mas sim, de novo, é uma questão de tempo. Porque assim, os nossos problemas de alinhamento também, Prípas, não são coisas, não é que ele vai sumir com o dinheiro da minha conta bancária, não. Então assim, são coisas que são toleráveis, o risco é absolutamente tolerável, né? Para cliente, é pouco menos tolerável porque eu estou lidando com coisas do cliente. Agora, o problema que a gente está falando aqui de alinhamento são coisas muito menos toleráveis do que o que a gente está disposto aqui. Mas sim, é pouco isso. É o quanto que você consegue tolerar o risco dele fazer alguma coisa que você não queira. Com informação sensível, com coisa bancária, ainda não. Com outro tipo de coisa, mandar e-mail com uma alucinação ali no meio... nem risco tolerável. Flavio Pripas: Mas sabe que esse é tópico que eu vou colocar pra gente discutir no próximo episódio, porque até o OpenClaw, ele tem duas funcionalidades que eu desabilitei no meu Gateway. Que uma é o Skill Workshop, que o Skill Workshop ele Rodrigo Conde: Ai, eu não... Flavio Pripas: fica até analisando as skills e fica falando como que ele melhora as skills, as minhas skills são tão boas que eu não quero que ele mexa, eu tenho medo que ele Rodrigo Conde: Exatamente. Flavio Pripas: mexa sozinho sem eu olhar. E uma outra funcionalidade que eu desabilitei também é a funcionalidade de Dreaming, de sonho. ele sonhar Rodrigo Conde: Uhum. Flavio Pripas: a noite o que a gente fez durante o dia, que fez durante a semana, sugerir novas skills, sugerir novas coisas a serem feitas. Eu no começo deixei isso habilitado, achei que estava inútil ainda e desabilitei. contrapartida, eu estou usando o Muse da Meta e estou usando o DOT da OpenAI, que são os agentes deles também. E o DOT, ele está ativamente vendo minha agenda, emails, não sei o quê. E ele está sugerindo coisas muito boas. É aquilo que o São Automa falou. Realmente tem benefício deixar o agente funcionando 24 por 7 de forma ativa. Eu coloquei o Mills para fazer pesquisa das compras que eu tenho que fazer na Black Friday agora. Eu vou ter filho, como você sabe. Então vou ter comprar monte de coisa. Cara, sendo incrível o que ele está fazendo. Então assim, e eu sou capaz de fazer para ele fazer as compras para mim no meu nome automaticamente. Se bem que a Amazon bloqueou a compra feita por agentes. Esse é outro assunto para a gente discutir também. enfim, está sendo Rodrigo Conde: É, bloqueou. Flavio Pripas: legal isso e quanto mais autônomo a gente está ficando mais valor ele gera. Mas eu ainda tenho restrição mas eu sei que eu vou mudar esse comportamento no futuro. Rodrigo Conde: É, exatamente, eu também. Eu tô usando as mesmas coisas que você, gostei do que você tá usando o Muse aí. Eu deixei de usar o Muse, cara, agora tô usando só o DOTS, realmente ele é pouco mais poderoso. O OpenClaw ainda é o melhor porque, de novo, é open source, você mexe, bota coisa... o que você quiser lá, mas o DOTS tá, meu, dá pra fazer muita coisa lá também, né? Flavio Pripas: A diferença do OpenClock é você consegue fazer exército de agentes, no DOTS você tem só, você consegue fazer exército de agentes, os agentes conversarem entre eles para chegar no resultado e como eu rodo numa VPS, numa máquina virtual, eu tenho monte de site, o próprio site do Bitcoin Futures, ele está nessa máquina que é Rodrigo Conde: Alô. Flavio Pripas: gerida pelo nosso bot BFBot. Então assim, eu tenho mais de 10, está chegando 15 sites, produtos, serviços. nessa máquina que é gerida pelos agentes coisa que com DOTS e com OMIU você não consegue fazer ainda. Rodrigo Conde: É, exatamente. Mas a tendência é só aumentar. Flavio Pripas: A tendência é que é privilégio a gente estar nesse mundo porque as coisas estão indo muito rápido. Rodrigo, mais bate-papo super bacana. Como a gente sempre brinca, vai ter gente que vai ter que ficar o maior e vinte na esteira dessa vez. A gente só está contribuindo com a saúde das pessoas conforme a gente estende pouco a nossa conversa. E a gente não pode deixar de falar porque se não acumula muito assunto. Rodrigo Conde: acumulou muito assunto, essa semana aconteceu muita coisa e é isso pessoal, hoje não teve como passar de uma hora e tinha muita coisa para falar mesmo e é isso aí, prazer, Pripas. Flavio Pripas: Muito bom. Gente, abraço. você tiver crítica, sugestão, mandar aqui. E olha as notas na íntegra, nosso site, porque tem muita, muita coisa boa lá que a gente levanta antes de gravar o episódio, tá bom? Valeu, pessoal. abraço. Rodrigo Conde: Até logo, galera.