Raquel Vareda: Olá a todos, eu sou a Raquel e Juan: Eu sou o Juan. Raquel Vareda: nós estamos casados, somos os dois médicos saúde pública e pais de uma bebê pequenina e por isso entre dados científicos, noites mal dormidas, a verdade é que nós não temos muito tempo para isto. Juan: mas somos aquele tipo de pessoas que não conseguem ficar caladas e por isso todas as semanas conversamos bocadinho sobre tudo o que interessa e o que não interessa. Raquel Vareda: Bem-vindos ao nosso podcast, onde passam a tentarmos mesurar a melhor evidência científica com a nossa experiência de vida real. Juan: E agora vamos ao episódio que o tempo está a contar. E hoje começamos pela introdução. Raquel Vareda: Exato, caso não tenham reparado, nós hoje fizemos o esforço. Hoje vamos começar pela introdução. Para garantir que Juan: mas não foi... Raquel Vareda: a introdução não está nos últimos 5 minutos. Juan: Mas não foi porque a polícia dos podcasts nos bateu à porta durante a semana, foi porque hoje temos muito pouco tempo e vamos fazer episódio mais curtinho. Raquel Vareda: Hoje não temos tempo para isto, mas queríamos mesmo devir aqui falar bocadinho convosco sobre as nossas finanças pessoais, que tem sido tópico de debate aceso nesta família. Só não tem sido, Juan: e tem sido topico Raquel Vareda: exato, só não tem sido mais porque nós não temos falado. Juan: Não temos tempo para debater já, mas tem sido muito interesse todos os nossos ouvintes e seguidores da Raquel no Instagram e amigos e pessoas na Raquel Vareda: e Juan: rua, aleatórias, toda a gente quer saber sobre as nossas finanças e portanto estamos aqui hoje para contar tudo. Raquel Vareda: Pregasso pessoas na rua de Aliatórias não, mas no outro Juan: Mas quase. Raquel Vareda: dia, já não sei, era a tia de alguém que vem não sei o cá à casa e começou do nada a Juan: É gente meio maletória. Raquel Vareda: falar porque eu fiz post e começa porque eu costumo fazer isso e não sei o quê e eu vi que também faziam e eu pensava, mas quem é, desculpe? Juan: toda a gente... toda a gente adora falar de dinheiro e então do dinheiro dos outros, fantástico! Raquel Vareda: Exato, toda a gente adora falar de dinheiro dos outros. A maior parte das pessoas não gosta de falar do seu próprio dinheiro. Juan: dos outros, Experimentem perguntar às outras pessoas, então, mas quanto é que tu ganhas? Raquel Vareda: Olha, eu recebi 3.000€ e 52 cêntimos este mês. Foi o meu salário líquido. a? Não sei, ainda não... Como ainda não tenho acesso Juan: Ou recebeste mais do que eu? Porque? Há bônus por ser já mais linda, é? Raquel Vareda: ao WebRHV, que é onde nós vamos buscar os nossos talões de vencimento e afins, eu não tenho acesso ainda nesta ULIS porque... Pronto. Estamos a dia 22 de julho, passaram 22 dias desde que eu assinei contrato, ainda não... As coisas tornam-se Juan: mas as coisas ainda estão a começar a funcionar. Raquel Vareda: o processo, não sei qual é o processo, mas quando eu pergunto toda a gente me diz que está no processo, portanto... Há de haver algum. Exato. Exato. Juan: é processo. Não questione os recursos humanos, os recursos humanos têm sempre processos, estão andamento. Raquel Vareda: Mas pronto, isso foi o que caiu na minha conta e eu pensei, yes! Mas sim, Juan: Ha! bônus. Raquel Vareda: exatamente, nós no SNS, isto é valor tabulado, Juan: É público. Raquel Vareda: o valor é público e portanto nós não nos importamos nada de falar sobre ele, mesmo que não fosse público. Se não fosse público, às vezes simplesmente não podes falar sobre ele. Mas eu acho que isso vai mudar, acho que estava a passar uma... legislação na Europa, isso não ia mudar, que pessoas, para além de, Juan: Olha... Raquel Vareda: ou seja, que são obrigadas a dizer, não, era... Juan: Eu não sei se era obrigado a dizer, mas havia uma tentativa de legislação qualquer a favor da transparência salarial. Raquel Vareda: e Zato... Juan: Isto porque, na verdade, as pessoas fazem muito tabu à volta de salário e finanças pessoais, mas quem sai prejudicados somos sempre nós os trabalhadores, porque na verdade se falássemos uns com os outros sobre os salários iríamos perceber, pois, estão a pagar a ti mais para fazer o mesmo que eu na outra empresa ou na mesma empresa até, e portanto podíamos pôr cheque os nossos empregadores maléficos que por vezes estão a tentar poupar dinheiro. Nem sempre, mas por vezes. E portanto acho que só nós é que nos prejudicamos não ser transparentes sobre o dinheiro uns com os outros. E portanto havia alguma legislação disso? Raquel Vareda: Exato. Sem dúvida, sem dúvida. Mas pronto, foi o meu salário. Juan: Sim. Raquel Vareda: Sim, o meu salário líquido foram 3 mil euros e o do Juan foram ao volta de 2 mil e 500. Juan: Sim, nós habitualmente como médicos especialistas no Serviço Nacional de Saúde neste momento, início da carreira, atenção, depois de todo o internato, toda a especialidade que fizemos Raquel Vareda: Sim. Juan: para chegar a médicos especialistas, portanto já vamos no nosso... Raquel Vareda: Na início da carreira da categoria de médico assistente, é o primeiro grau do médico especialista. Juan: Exatamente, Portanto, primeiro ano de trabalhar como médico foi ali salário de 1.100, mais ou menos. Estamos a falar líquido o que chegava à conta, é? 1.100. Pronto. Pronto. Raquel Vareda: 1100. Líquido, estou a falar de valores líquidos. Eu não sei os valores brutos, honestamente. E eu sei que varia, porque lá está, ou seja, este valor, nós geralmente recebemos líquido à volta de 2500, 2600, ainda à volta disso. Eu não sei porque que recebi 3 mil este mês, lá está, parece que tem que ver o talando de vencimento. Mas isto varia muito, ou seja, se o IRS tem criaturas, não tem, outros rendimentos, pronto, ou seja, isto varia. Pronto. Exatamente. Juan: Exatamente. Se houve dias de férias, se houve dias de baixa, etc, etc. Há muita variabilidade Raquel Vareda: É, exato, então varia. Mas... É. Juan: aí. Sim, mas então nós começamos a nossa carreira de médicos a fazer este salário no serviço nacional de saúde a volta de 1.100, este é salário a base, que depois vai crescendo bocadinho, chegou mesmo até a volta de 1.500, 1.600 no último ano da especialidade. Acho, ok, certo. 1.400 não era. Exato, Raquel Vareda: líquido, nunca recebi isso. Líquido, líquido, no último ano era à volta de 1400. Juan: sim. só no último ano houve uma atualização e depois subiu bocadinho mas era a volta de 1400 1500 Raquel Vareda: Não, agora é isso. Ou seja, porque subiu agora, para quem está agora já subiu bocadinho, mas para nós não chegou... pois tu fizeste mais ano. Exatamente, ele fez mais ano, é facto. Juan: é que eu fui interno mais tempo do que tu, porque tu entraste primeiro. Exatamente. Para mim, chegou a subir. Mas pronto, mas isto é durante a especialidade, que é nós estamos a trabalhar durante 4 a 6 anos na especialidade, mínimo 4 anos, Raquel Vareda: Uhum. Juan: pronto. Isto depois do nosso primeiro ano trabalho. E portanto, depois desses anos todos, 11 anos a estudar ou 12 ou 15, dependendo da especialidade, chegamos finalmente Raquel Vareda: É... Juan: a ser especialistas e se tivermos a sorte de conseguir uma vaga e ter contrato, o nosso salário de base como médico-souro pública é aproximadamente 2.500 euros líquidos que nós recebemos cada mês. Raquel Vareda: e serem Juan: que é fantástico. E antes tínhamos que disclaimer antes de entrar no resto do episódio de que nós não somos conselheiros financeiros e que se alguém ouvir este episódio e depois decidir Raquel Vareda: Pois é, mesmo importante. Juan: meter o dinheiro todo numa aposta de jogo de futebol ou criptomoedas e ficar pobre, a culpa não é nossa, nós não nos responsabilizamos. Nós não vamos dar essas dicas, é? Nós não vamos dar essas dicas, nossas dicas são aborrecidas, não são nada sexy. Mas aliás, vamos só falar da nossa experiência pessoal, não vamos dar dicas, a questão é essa. Raquel Vareda: Até porque nós não validamos nenhuma coisa nenhuma outra, exato. Exato. Sim, mas pronto. Exatamente, sim. Mas portanto nós casal e o nosso dinheiro é todo pulled together, o que eu quero dizer com isto é que nós temos uma única conta onde cai o dinheiro todo. Portanto nós família recebemos geralmente todos os meses à volta de 5.000€ líquidos. Esta é a nossa base, Juan: Exatamente. Isso. Raquel Vareda: é muito superior à média da população geral. Sim, e nós sabemos isso. Juan: Exatamente. Temos grande privilégio nessa questão. Raquel Vareda: E nós fazemos extras. Geralmente o Juan: o que eu queria acrescentar é isso. Raquel Vareda: valor é bocadinho superior. Andará Juan: S... Raquel Vareda: à volta dos 6.000, 7.000 euros líquidos por mês. Porque há meses que não recebemos Juan: Exatamente, média. Aí nós não podemos falar específicos porque, na verdade... Raquel Vareda: nada e há outros meses que recebemos. Juan: Sim, é muito variável, seja, nós além deste trabalho, fazemos trabalho de consultoria, no privado, etc. Sim, e Raquel Vareda: Eu estou a média, sim, média. Juan: média podemos ganhar mais mil ou dois mil euros conjunto, não é? Agora, agora, Raquel Vareda: Sim, conjunto. Juan: há aqui uma questão por acaso, e não é por não queremos ser transparentes, mas há valores que nós não podemos revelar, porque quando se faz trabalho no privado, muitas vezes assinamos DAs, existem Raquel Vareda: E é Juan: cláusulas de competitividade e outras questões que nem sequer nos permitem revelar o valor que recebemos alguns contextos. Portanto, essa já não é parte... Raquel Vareda: Exatamente. Sim, sim. Estamos a falar os nossos extração. Eu faço com o Soto Virgente no privado. Ambos fazemos consultoria a título privado, ou seja, particular. Ambos trabalhamos para uma empresa privada Moçambique. Eu às vezes tenho algumas parcerias no Instagram. Não é uma coisa muito recorrente, mas quando existe, claro que também é fixe e portanto ando à volta disto, ok? Exato. Juan: E isto é tudo sempre à custa das noites e fins de semana, porque nós temos horário completo no Serviço Nacional de Saúde, portanto, vez de Raquel Vareda: Sim. Juan: a casa e descansar, ou Raquel vai trabalhar, ou vou eu, ou depois de toda a gente se deitar, vou eu trabalhar, ou Raquel trabalha no fim de semana, é variável. E já fizemos outras coisas no passado também, já fizemos serviço de urgência vários hospitais, centros de saúde, por aí fora, por este país fora. Muito bem. Raquel Vareda: Sim, agora não fazemos, mas já fizemos, exatamente. E pronto. E por isso, como nós não temos tempo sequer para nos sentar e fazer a nossa reunião familiar de planeamento anual mensal, pronto, a anual fazemos sempre, mas nós temos esta coisa de que já falamos num dos primeiros episódios que gostamos de nos sentar mensalmente e ver como é que estamos termos de família, casa, finanças, viagens, planos, profissão e a nível pessoal. Só fazer check com o outro para ver o que que falta ou o que que gostaríamos de estar a fazer mais. Para sentirmos, ou seja, que estamos não só juntos e que estamos a trabalhar conjunto para atingir os nossos objetivos individuais e familiares, como estamos a promover ao outro a conseguir atingir esses objetivos e que estamos a viver a vida que queremos viver. Ou seja, tentar Juan: certo. Raquel Vareda: viver com mais consciência. Sim. Juan: E portanto, como parte dessa reunião anual, nós definimos objetivos seis categorias, família, casa, exato, família, Raquel Vareda: E exatamente foi essas as coisas que eu que eu estou a dizer. Juan: casa, finanças, viagens, profissão e pessoal. E nós, se lembram, no primeiro episódio de todos da podcast explicamos o que era esta reunião anual, exato, Raquel Vareda: Exato. Falámos da família. Juan: e falamos dos objetivos de família para 2026. E hoje vamos falar dos objetivos de finanças para 2026. Raquel Vareda: Yes. Exatamente. E, na verdade, o primeiro objetivo que nós tínhamos era, por causa de todos estes extras que nós fazemos, nós tínhamos pensado, porque vários dos nossos colegas e outras pessoas nos falaram que nós devíamos abrir a empresa e abram a empresa e isto e aquilo, etc. Então nós já nos tínhamos sentado no passado com contabilista que tinha feito as contas e nos tinha dito, não vale a pena abrir a empresa, mas depois toda a gente... Juan: porque não ganhávamos suficiente. Raquel Vareda: Para que não ganhávamos o suficiente extra. Ou seja, isto é categoria B, não é? Exato. Juan: Exatamente. Categoria A é o nosso contrato com o Serviço Nacional Saúde. Categoria B é a prestação de serviços que fazemos fora desse âmbito. Raquel Vareda: Exatamente. Não ganhávamos suficiente para abrir a empresa. Entretanto, passaram, desde essa última vez, tinha passado uns três anos e nós já estamos a ganhar bocadinho mais, efetivamente, de extras. E sentámos novamente com contabilista e chegámos à conclusão que não vale a pena abrir a empresa. Juan: Aqui qual é que a questão para quem não estiver familiarizado com isso? Existe muito na nossa área de médicos, porque somos prestadores de serviços vários sítios normalmente no setor privado, mas existe também outras profissões. Às vezes, vez de se fazer uma prestação de serviços médicos nome individual, compensa financeiramente criar-se uma empresa e depois então fazer essa prestação serviços através da empresa. vez de se pagar o IRS, paga-se o IRC. Na verdade, existem impostos para pagar na mesma, é? Mas existem outros. E portanto ali, dependendo das despesas que a pessoa tem, ou das despesas que consegue dizer que fazem parte da empresa ou não, e da atividade de cada pode valer a pena abrir uma empresa para fazer atividades que mesmo que se façam a nível individual. Agora, agora, eu gostava só de mencionar aqui que eu já vi com cada barbaridade sobre abrir empresas. Raquel Vareda: Exato. Juan: Eu tive uma vez uma colega que se virou para mim, colega prestadora de serviços também, não vou dizer aonde, mas uma colega que se virou para mim e disse, então mas... Raquel Vareda: Colegas médicas, exato. Juan: Sim, uma colega, uma médica, exatamente. Tavamos a trabalhar juntos, portanto, e ela vira para mim e diz, Rômulo, mas porquê que você paga segurança social, IRS, faz retenção na fonte? Não precisa de fazer nada disso. Você abre a empresa e nunca mais tem que pagar nenhum imposto. Eu nunca pago nenhum imposto e eu fiquei a olhar para a colega a pensar, a senhora vai ser presa? Mas o que é isto? E portanto, isto... Há muita desinformação sobre o que significa. Raquel Vareda: Dizer que há tanta falta de literacia... Sim. Não é desinformar, ou seja, mesmo falta de literacia porque eu nem acho que esteja a ser transmitido. Não, nós temos... Eu acho que Juan: Ok amor, mas olha lá, falta de literacia tenho eu, estás a ver? Tipo, eu não sei muito sobre finanças. Mas imagina... Raquel Vareda: nós estamos no top tier de literacia de finanças e mesmo assim nós não percebemos nada, percebem? Juan: Se calhar estamos mas imagina. Mas o mais grave é que há aqui mismatch entre falta de literacia financeira e confiança que é do g eu não sei muito sobre finanças e portanto eu não vou abrir uma empresa sozinho eu não vou eu não eu quase que nem investi sozinhos eu estudei muito antes de investir a primeira vez não sei se lembras pronto pensamos muito no assunto e Raquel Vareda: Sim, sim, sim, sim, sim. Juan: quando eu tenho uma dúvida vou perguntar contabilista e vou pagar contabilista para fazer esse trabalho Raquel Vareda: Sim, a gente paga aos profissionais para perceber. Nós pagámos uma consulta a profissional para fazer as Juan: e satemintes. Raquel Vareda: contas todas, para se reunir conosco. Tivemos mais de uma hora sentados a falar. Sim. Juan: alguns, exatamente, alguns fazem até este serviço gratuito se for a primeira consulta para explicar algumas coisas, se for preciso é para pagar, ou seja, mas o me impressiona a mim é pessoas que têm imensa confiança, tipo esta colega que é do género, não, eu não pago impostos, não é preciso, e eu pensar pronto, vai ser presa a colega, não sei se ainda está por aí ou não, mas pronto. Raquel Vareda: Não sei, mas realmente, imaginem, eu também acho que é preciso dizer que havia uma margem de possibilidade da empresa compensar financeiramente, economicamente para nós, mas nós não somos o tipo de pessoa para o qual compensasse, no sentido que nós não estamos dispostos a utilizar cartões específicos, a alderbar férias para dizer que foram congresso, ao drabar jantares para dizer que eram coisas de empresa, seja, nós não estamos assim tão disponíveis para isso, nós não achamos que seja correto, ok? termos de Juan: Aqui. Raquel Vareda: valores éticos e morais, nós não achamos que seja muito correto ao drabar o Estado, e eu sei, nós pagamos imensos impostos, o Estado também não nos dá muitas coisas, pronto, eu percebo isso, mas nós não achamos que seja muito correto, nós queremos dar a nossa contribuição à sociedade e pronto, e a verdade é essa. E depois, também não somos pessoas que façam gastos assim tão significativos, ou seja, Nós não íamos comprar a casa nome da empresa para alugar para não sei o quê. Nós já temos os dois carros. Não estamos a pensar comprar carro para pôr nome da empresa. seja, nós não vamos inventar Juan: certo. Raquel Vareda: fazer quilómetros não sei aonde, como já nos sugeriram, para conseguir a gasolina. Pronto. Nós não estávamos disponíveis para isso. Nós não gostamos deste esquema de todos. Nós não temos tempo para estas merdas, vamos ser honestos. Desculpem lá a minha linguagem, mas... Mas se nós fizéssemos tudo isto... Realmente a contabilista disse-nos que se calhar conseguíamos poupar à volta de... O Eram tipo 2.000€? No ano inteiro? Ou seja, é que temos a falar de valor que eu não estou a que não é negligenciável, 2.000€ é muito dinheiro, mesmo para nós é muito dinheiro, mas ter que fazer isto tudo e de certa forma enganar o Estado e fazer despesas específicas para depois conseguir... Pronto, nós não estamos para aí virados. Juan: Para quem não sabe e não contacta com esta realidade, verdade é que, ou seja, o enganar o estado quer dizer, imagina, depende aqui do que muitas pessoas que abrem a empresa ou até muitas empresas o que fazem é bocadinho... Raquel Vareda: Eu estou dizendo desta realidade, as pessoas abrem Juan: Sim, sim, mas mesmo pessoas que abrem a empresa por outro motivo, porque tinham que abrir por causa da atividade que é, estas questões que Raquel está a falar, que estás a falar de altravar, não sei quê, muitas vezes até são legais, é mais uma questão de... Andam Raquel Vareda: Eu sei que são... Juan: ali na zona cinzenta da legalidade do que faz sentido ou não, é? Que é fomos jantar Raquel Vareda: Imagina... Imagina... Juan: fora e a empresa fica ao nome da empresa, é? Dizes que estás a perceber esse tipo de coisas que se fazem, não é? Raquel Vareda: Sim, mas diz-se que do género que foste num jantar de trabalho. Imagina... LOL. Sim, mas na mesma Juan: que às vezes pode ser verdade, mas nós sabemos que muitas vezes não é, é? Raquel Vareda: parte não é. Ou do género, vais a congresso médico, tudo bem, e depois vais ficar de férias durante uma semana e dizes que foi tudo o congresso e... Imagina... Juan: lado. Certo. Raquel Vareda: Pronto, tudo bem, é na margem da legalidade, tudo bem. Eu não estou mega confortável com isso e eu não acho que seja correto. Pronto. Eres o que eres. Juan: Claro, claro, eu percebo isso, eu também não. Raquel Vareda: Isto é só os meus valores, é isto que até quero transmitir aos meus filhos. Eu acho que pronto. É assim. Juan: Sim. Eu só queria dizer que eu também acho que nós pagamos imensos impostos individualmente e eu sei que custa às pessoas ver o quanto do dinheiro Raquel Vareda: Também nos custa a nós. Juan: bruto que iam receber vai para o Estado. Mas quer dizer, o Estado dá-nos imensas coisas. Não estamos aqui falar, mas temos uns dos Estados que mais dá coisas no mundo provavelmente. Nível de saúde, educação, as estradas e tudo mais. E há sempre alguém a responder a isto. mas há buraco na estrada X ou a escola tal está sempre fechada ou a pessoa X não conseguiu consulta. Ok, mas pensem todas as outras pessoas que têm consulta todos os dias e as escolas que funcionam todos os dias e todas as estradas que estão bem. E a verdade é que há muita coisa que é garantida pelos nossos Raquel Vareda: Eu acho que... Sim. Juan: impostos. Raquel Vareda: Sim. Eu acho que também... Isso é sem dúvida verdade e por isso é que eu faço as minhas contribuições e E custa-me porque é muito dinheiro, mas prefiro fazê-las e contribuir para o contrato social que todos nós temos. Mas existe realmente, ou seja, não podemos negar que nos últimos, particularmente cinco anos, termos daquilo que é o custo de vida e dos serviços que o Estado oferece, Ou seja, nosso Estado está objetivamente mais pobre. Juan: Certo. Raquel Vareda: E por isso é que também existe uma certa degradação de alguns serviços públicos. Eu já vi vários economistas falarem sobre isso. Imagina de ter várias explicações. Isto é uma coisa multifatorial, políticas públicas mal feitas ao longo de décadas, etc. Eu percebo que a população, e nós às vezes, já tínhamos pecado, não é? Porque depois também existem algumas políticas públicas que eles não implementam, nomeadamente no que diz respeitar a habitação e que depois prejudica muito a população. E lá está, eu acho que tudo isto culmina com não apetece pagar os meus impostos, porque é dizer, eu com o dinheiro que estou a dar tanto dinheiro e não consigo viver com qualidade de vida. Mas olhem, nós percebemos, mas... Sei. Juan: Sim, eu percebo perfeitamente esse sentimento. Acho que é sentimento partilhado por toda a população portuguesa, ou quase toda neste momento. Raquel Vareda: Acho que a resposta... exatamente. Mas acho que a resposta não pode então vou roubar ao Estado porque me estão a roubar a mim. Acho que essa não pode ser a resposta porque sem Estado social, sem contrato social, nós estaríamos ainda piores. Não estaríamos melhores. Juan: Eu concordo 100 % com isso, aliás. Eu digo sempre a solução para mais gestão de impostos ou, digamos, má governança por parte do governo é melhor gestão de impostos ou o melhor governo. Não é menos governo e não é menos impostos, porque eu não acho que menos impostos ou menos governo vão dar bom resultado no nosso caso. Raquel Vareda: Até porque nós somos país pobre. O nosso estado é pobre. Por várias escolhas Juan: Sim, comparação. Raquel Vareda: mal feitas nos últimos 500 anos. Next. Exato. Juan: Isso é tema para outro episódio. Raquel Vareda: Next nas nossas finanças. Não criámos empresa, Portanto, isto foi arriscado. Juan: Acabamos por decidir que não. Pronto. Raquel Vareda: E portanto, é isso. Poupar 20 % do nosso encame mensal. Tá ok. Temos poupado. Temos, temos, temos. Juan: Temos cumprido esse objetivo e 20 % daquilo que ganhamos por mês média vai para as nossas poupanças. Raquel Vareda: Sim, até alguns meses mais. Juan: alguns meses mais, alguns meses menos, média, mínimo 20 % temos conseguido. Houve anos que, anos anteriores, não conseguimos fazer isto certo, mas por acaso estamos posição de fazer Raquel Vareda: Não, não, não, não. Sim. Juan: isto neste momento. Raquel Vareda: Estamos, mas nós não estamos a pagar a casa neste momento e se vamos... se tudo que for bem, Juan: que estamos a viver com os meus pais. Raquel Vareda: exato, tudo for bem, vamos começar a pagar no futuro e, pronto, vocês podem dizer, não percebo como é não poupam mais, 5.000€ é imenso dinheiro. Nós temos bastantes gastos que não vamos divulgar aqui porque não interessa não... mas... Juan: Claro, temos visto. Sim, exato, ou seja, não vamos aqui mostrar o nosso extrato bancário, também não somos... não vamos a esse nível, mas... Não, mas, Raquel Vareda: Não, mas não é, seja, nós não andamos, nós não temos Mercedes. Juan: seja, questão aqui é, nós neste momento sem pagar casa, porque estamos a viver com família, conseguimos expor para 20 % do incomensal, se tudo correr bem, vamos ter a nossa própria casa nos próximos meses e aí já não vamos conseguir... provavelmente poupar 20 % de uma imprevenção, mas vamos tentar. Raquel Vareda: Vamos ter que nos sentar e ver onde é que podemos cortar e afins. Viver no Algarve também é bocadinho mais caro do que às vezes viver outros locais. Nós também gastamos bastante gasolina. Juan: do... sim. Raquel Vareda: Eu neste momento estou trabalhar a 30 minutos de casa e o Juan está a trabalhar a duas horas e meia. Ele só lava uma vez Juan: Exatamente. Raquel Vareda: por semana, mas acaba por ser bastante também. É uma despesa. Juan: é uma despesa significativa que a gasolina está caríssima. Raquel Vareda: Nós também não nos contemos muito comida. ou nada, nós compramos termos de comida, fruta, vegetais etc. compramos bastante. Portanto vamos ver, vamos ver o que é que há. Além disso, nesta porcentagem de poupança dos 20%, não está o dinheiro que nós investimos, ok? Portanto nós, isso é o ponto a seguir, nós investimos 500€ por mês num ETF, mais 100 na verdade para a Julieta, para ETF para ela. Nós investimos Juan: Uhum. Raquel Vareda: 600€ por mês, isso é valor fixo, não optamos por porcentagem. Portanto ainda vamos ter que ver entre poupança e o investimento se vamos ter que alterar ou não. Mas pronto, vamos ver isso. Juan: Sim, faz sentido que sim. estamos prestes a comprar casa cá no Algarve e portanto vamos ter exato estudo de correr bem, que vai correr, vai correr. Raquel Vareda: Tudo clareado, Pray for us! Juan: Mas então vai ser uma despesa grande para os próximos 30 anos, que vamos ter todos os anos, todos os meses, uma mensalidade grande da casa onde vamos estar a viver. Raquel Vareda: Sim. A nossa ideia é ir tentando poupar e abater. Abater uma parte da casa para reduzir Juan: é para ter alguma parte exatamente no futuro Raquel Vareda: a prestação mensal, que neste momento vai ficar à volta dos... Sim, Juan: mas vai ser sempre uma prestação. Raquel Vareda: vai ficar à volta dos 1.600. É uma prestação muito grande. Sim. Juan: 1600 euros por mês, exatamente. Portanto, na verdade, vai ser pesado para nós nesse sentido e então vamos ter que rever aquilo que conseguimos poupar ou não e vai ser menos, obviamente, não há milagres. Pronto. Raquel Vareda: Exato. Juan: Sobre os ETFs, nós investimos tanto para... ou seja, quando nós temos a investir ETF é dinheiro que estamos a pôr de parte para a longo prazo para nós. Para nós e para a Julieta. No caso da Julieta, estamos a guardar num ETF até ela fazer 18 anos, 20 anos, quando ela for maior de idade, vamos lhe dar o... Raquel Vareda: Eu decidi que... Juan: estiver lá vamos lhe dar a ela e ela pode fazer o que quiser pode continuar a investir pode manter lá ou não e fica digamos uma uma base para ela fazer Raquel Vareda: Pô, pensou. Juan: o que quiser nessa altura o nosso é mesmo estamos a tentar poupar a longo prazo não tem prazo muito específico mas é mesmo para não se mexer e para deixar crescer. Exato, Raquel Vareda: 20, 30 anos exatamente. Juan: pensamos 20, 30 anos, depois veremos o que a vida nos reserva. Raquel Vareda: Exatamente. Juan: Yes. Raquel Vareda: Agora, ponto seguinte, temos a bater crédito e estamos a falar de nós, quando ainda vivemos Lisboa, fizemos projeto de remodelação para o apartamento que estávamos. E nós na altura não tínhamos todo dinheiro upfront. Ou, por acaso tínhamos, mas não queríamos mobilizar o ETF, nem nada, pronto, lá está. Não tínhamos líquido, exatamente, Juan: Não tínhamos líquido naquele momento que quiséssemos gastar na remodelação. Raquel Vareda: mas sabíamos que íamos ter, porque tínhamos pagamentos a vir, na verdade foi isso que aconteceu, de projetos que tínhamos de consultoria e nós sabíamos que íamos ter o dinheiro, então o que nós fizemos foi fazer crédito pessoal? Foi, não foi? Exato, fizemos Juan: Sim, foi crédito alto consumo diretamente com o nosso banco. Raquel Vareda: Exatamente, não queríamos atrasar a remodelação da casa porque há a ser o nascimento da Julieta, etc. Portanto, optámos por fazer crédito pessoal, pagar a remodelação toda e depois abatemos esse dinheiro com os pagamentos que tivemos. Pronto. Portanto, nós acabámos por ter poucos meses este crédito. Juan: Exatamente, seja, fizemos a nossa reunião anual, tínhamos este empréstimo, digamos, ativo, não é? E pensamos logo que isso era uma prioridade, era assim que recebéssemos o pagamento dos projetos entrada, abater esse empréstimo. Portanto, lição de Raquel Vareda: E pronto isso, fizemos. Juan: finanças aqui. Nós queríamos remodelar a nossa casa, não tínhamos dinheiro, e então fomos pedir dinheiro emprestado ao banco. Raquel Vareda: que é uma coisa a não fazer. Juan: É uma coisa não façam como a Raquel e o Juan. Não copiem as nossas finanças. Isto é uma lição do que não fazer. Raquel Vareda: Sim, sim. Pronto, nós fizemos porque nós... Exato, nós sabíamos que íamos ter o dinheiro e não queríamos esperar, mas isto não é uma boa... não é uma decisão... não, não, exato, isto não é uma decisão inteligente Juan: Certo, mas bom guru das finanças ter-nos-ia dito, esperem. Raquel Vareda: financeira. Pronto. Não, porque depois tens que pagar... exato, depois tens que pagar... Juan: bom guru das finanças teria dito que vocês deviam esperar e remodalar a casa na outra fase quando tivessem dinheiro, não é? Raquel Vareda: tivemos ainda que pagar alguns juros, não foi muito, porque... é isso, exatamente. Juan: Claro, aliás só para fazer o crédito paga-se logo umas despesas iniciais, então nós perdemos dinheiro aí de certeza. Aliás nós sabemos quanto é que custou. Custou alguns milhares de euros Raquel Vareda: Sim, sem dúvida. Juan: mais do que ia custar a remodelação. Tipo mais 1500 euros ou alguma coisa assim. Raquel Vareda: Sim. Exato. Porque, na verdade, não pagámos muitos juros porque nós abatemos tudo. Então, cámbios para não Juan: foram poucos meses. Raquel Vareda: pagar. Exato. Mas lá está. Ainda foi gostoso. Enfim. Juan: Is at. Raquel Vareda: Criar PPR. Então, fala-me disso. Juan José Rachadel Pereira. Juan: A Raquel está olhar para mim com olhar reprovador porque eu tinha ficado a investigar qual é que seria o melhor PPR para fazermos. Perdi-me na quantidade infinita de opções de PPR que existem e Raquel Vareda: e ainda não temos. Juan: ainda não temos. Isto foi no início do ano e portanto estamos julho. Raquel Vareda: Na verdade, nós andamos a falar do PPR há mil anos, do género tipo pai a 10. Juan: Sim, sim, eu, eu honestamente tenho algumas dúvidas com o PPR só porque aquilo que se ganha é Raquel Vareda: Sendo. Juan: muito baixinho, mas também há os tais benefícios fiscais no IRS, até Raquel Vareda: Vantagem na web é a fisca. Juan: x por ano é devolvido no IRS e portanto pode valer a pena por aí. De qualquer forma, numa de diversificarmos os nossos investimentos, para além do ETF que temos e do dinheiro que temos, digamos, à mão, queríamos ter Raquel Vareda: Exato, queríamos pôr num PPR. Juan: x no PPR. Pronto. E vamos fazer isso, vamos fazer isso. Agora que... digamos, assentemos depois do crédito de habitação que vamos fazer agora, vamos escolher PPR e vamos fazer. Estamos comprometidos no episódio futuro de podcast iremos dizer, fizemos PPR. Por agora não fizemos por inércia minha, a verdade é essa, de estar a decidir mais uma coisa e estar a pesquisar mais uma cena. Ai, tanta coisa. Raquel Vareda: Exato. Pronto, depois temos colocar as mais-valias da casa, da venda da casa, numa raiza, uma high yield savings account, que é, Juan: Exatamente. Raquel Vareda: no fundo, conta corrente, mas que rende... Geralmente entre 1,5 % e 2,5%. Os Estados Unidos têm Juan: Sim. Raquel Vareda: raisas com rendimentos melhores, mas na Europa é por 5%. Juan: tipo 5 % e assim, é? Raquel Vareda: Na Europa isso não existe. E o que nós conseguimos na altura foi uma campanha do Revolut que tinha na raiza deles a 2,5%, certo? Que terminou agora... É isso, terminou agora é julho. Pronto. Juan: Exatamente, e que acabou de acabar agora esta semana, no dia 20. Portanto agora vamos movimentar para outro sítio. Raquel Vareda: Pois estávamos a pensar na... Trade Republic, mas agora não, na verdade nós vamos usar porque vamos comprar casa. Pronto. Juan: Na verdade não vamos movimentar. O que aconteceu foi vendemos a nossa casa Lisboa janeiro recebemos vários milhares de euros que são o nosso lucro da casa que não era para usarmos nada porque queremos reinvestir tudo na próxima casa que vamos comprar agora se o decorrer bem nos próximos meses e portanto precisávamos de sítio para por o dinheiro onde se estivesse parado seguro mas já que ia estar parado que pelo menos render-se bocadinho e então esta conta tinha 2.5 % de rendimento ao ano. Portanto todos os dias aquilo ia calculando pelo valor estava lá bocadinho de juros que é sempre melhor do que nada porque a verdade é que quando temos o dinheiro parado numa conta que rende zero ele Raquel Vareda: a CETADOS valorizar. Juan: não está a zero, está a perder não é? Porque todos os dias há inflação e o nosso dinheiro cada vez vale menos. Então se isto for durante vários anos faz muita diferença na verdade perde-se bastante dinheiro. Raquel Vareda: É isso aí, Juan: No nosso caso optamos por fazer isto de forma simples para depois agora podemos tirar o dinheiro todo e usar, que é o que vamos fazer. Raquel Vareda: Sim. Para cá, se uma coisa que nós temos que fazer é colocar o fundo de emergência numa raiza que não está. Juan: Sim, exatamente, ainda não está, mas vai passar por uma dessas depois de isto. Raquel Vareda: ainda não está, sim, temos de estar a avaliar opções. Eu acho que a Trade Rep é a Blix, chama, é? Juan: As melhores opções que nós encontramos na Europa eram questões tipo Revalutre, Republic Open Bank e outras que acabam por ser bancos digitais que têm... Na verdade são quase tudo promoções temporárias, portanto a longo prazo não encontrei nenhuma que rendesse muito. As promoções temporárias do género abres uma conta... É, Raquel Vareda: Sim, é isso. É mais tipo andar a salte e estar de uma para a outra. Olha, neste momento temos o dinheiro parado a desvalorizar, que é uma felicidade e temos que tratar disso. Mas ainda não fizemos isso porque... Olha... Sim. Sim. Não, não, estou a falar do fundo de emergência. Agora... Sim. Sim. Mas pronto. É. Exato, as mais-valias. Juan: Não, mas pronto, mas também já vai ser usado agora, pronto. Mas então o nosso dinheiro esteve numa... sim, o fundo de emergência está a desvalorizar. Sim, exato. Isso vamos pôr também numa high yield. Faz sentido. Raquel Vareda: Agora vamos realmente utilizá-las nós na verdade. Acabámos por usar parte delas para... Porque fizemos as contas e acabámos por usar parte delas para bater os carros. Porque os nossos carros estavam com taxas de juros. A gente é T.A.E. não é? T.A.G. Exato. Tipo, a volta de a é 6.8 Juan: bastante elevadas, como tem a maior parte dos impressivos de automóvel. Raquel Vareda: e 7, qualquer coisa. Que o que a maior parte do automóveis tem. E ainda nos faltavam uns 7 anos, acho eu, para terminar de pagar os carros. Juan: Sim, ou seja, para dar contexto nós compramos dois carros quando iniciamos o nosso trabalho porque precisávamos de carro na altura nenhum de nós tinha Raquel Vareda: Nenhum de nós tinha carro. Pronto. Juan: dinheiro para comprar carro pronto e portanto fizemos empréstimo para dois carros que compramos na altura e fizemos empréstimo para 10 anos com a ideia de dia quando tivéssemos melhores condições económicas a bater e foi o que aconteceu usamos uma parte do dinheiro da venda da casa para bater os dois carros e portanto neste momento já não temos a mensalidade dos carros mas temos os carros que é fantástico pronto Raquel Vareda: Exato, exatamente. Sim, claro, mas pronto, nós fizemos as contas e... Na verdade, nós até achávamos que íamos demorar mais tempo a encontrar a casa e que conseguíamos poupar o dinheiro para não ter que pagar mais valias, mas acho que isso não vai... Agora, como nós encontramos casa mais rapidamente do Juan: Sim, ou seja, aqui é que estou aí. Raquel Vareda: que gostávamos não, do que achávamos, vamos ter que pagar as mais valias. Acho eu. Juan: Aqui questão é, vamos lá ver. Nós vendemos casa janeiro. Pronto. Recebemos o dinheiro da casa que vendemos janeiro. Sim, sim. Depende, não é? Nós vendemos a casa janeiro, Raquel Vareda: Não? Sim. Sim. Pois. Juan: recebemos o dinheiro. Agora tínhamos três anos para investir numa nova casa e nós achamos que íamos demorar mais tempo e portanto usamos uma parte desse dinheiro para abater os carros a pensar enquanto arranjamos casa, que de certeza não vai ser este ano, vai ser daqui ano ou dois, nós até lá conseguimos poupar. aquilo que a gente tem Raquel Vareda: que faltava. Juan: nos carros e para termos o dinheiro inteiro para reinvestir na próxima casa. Acontece que encontramos casa mais Raquel Vareda: Exato, depois não pagava mais valias. Juan: cedo, exatamente, porque é preciso reinvestir tudo totalmente na próxima casa. O valor inteiro da venda não é só o lucro, é o valor inteiro que a pessoa recebe quando vende a casa. Raquel Vareda: de ver. Juan: Tem que ser investido tudo na próxima casa para depois não pagar mais valias no IRS do ano a seguir. Nós, assim como estamos agora, vamos ter que pagar algumas mais valias no IRS do próximo ano, que é problema para o Ron e para Raquel do futuro. Raquel Vareda: Pronto, mesmo assim compensou que nós fizemos as contas, mas pronto, olhem, é o que é. O Juan: Sim, era o que nos fazia sentido. Raquel Vareda: que interessa é que façam as contas e vejam o que é que é prioritário para vocês. Pronto. Juan: Exatamente. Ou seja, aqui, aqui, isto sim é uma recomendação que nós temos feito e que faz todo o sentido é nós temos Excel, ok? Nós usamos o do Break Your Budget, certo? Já falamos disso Raquel Vareda: Uhum. Juan: antes, mas há muitos, ou façam o vosso se quiserem, mas nós temos lá apontadas todas as dívidas que temos com a taxa de juro e com o valor total que pagamos, com o valor que pagamos por mês e o valor total que vamos pagar até ao final. Nós tínhamos Raquel Vareda: Zoto. Juan: lá a casa quando tínhamos, que depois foi abatida, tínhamos os carros, já tivemos outros empréstimos que já fizemos durante a nossa vida Raquel Vareda: Uhum. Juan: e acho que é muito importante ter essa visualização. Por que... Raquel Vareda: que não é o só que vocês estão a pagar por mês, o que vocês vão pagar no final de tudo. É importante. Juan: exatamente, é ver o que estão a pagar juros, mesmo no carro ou na casa, e pensar, ok, o que é que eu quero fazer com o dinheiro que vou tendo, se vão tendo, não é? O que é que eu posso fazer para minimizar isto? Raquel Vareda: Mas pronto, nós fizemos as contas e olhem, o que é, compensou. Juan: Exatamente. Raquel Vareda: E de resto temos mais aqui, criar pocket para fun money do Juan. Queres explicar isso? 50€ por mês. Juan: Eu acho que já não dá tempo de explicarmos isso amor, já estamos 32 minutos, vamos ter que fechar o episódio. Tô brincar, tô a brincar. Não, Raquel Vareda: então vamos terminar. tu não quer explicar! Eu estava do género. Bom, ok, se calhar temos que ir, temos que ir. Vá. Juan: não, não, não. O que acontece é que eu sou uma pessoa de muitos hobbies, não é? Pronto. E acontece que a certa altura achamos conjunto que seria mais responsável haver teto para... o dinheiro que eu gasto hobbies por mês. E portanto definimos que 50 euros por mês podem ir para o que eu quiser e posso vos dizer que nos últimos 7 meses acho que foram inteiramente para Cartas Magic. Pronto, há isso. É isso. Raquel Vareda: Nós fizemos isto só para limitar o consumo de cartas Magic do Hwang. Que estava... Juan: Pronto. O que é? É orçamento bastante humilde para cartas Magic, tenho que dizer 50€ por mês, mas pronto, é o que temos. Raquel Vareda: Exato, que estava a ser... Juan: Eu vou trabalhando com que tenho. É isso. Raquel Vareda: Tava a ser pouco match. Pronto. E foi isto o que decidimos. E de resto, decidimos ter de low by ear. Juan: Uau, como é que isso está a correr, amor? Agora queremos ouvir de ti. Está a correr bem o Low-Buy Year. Tens comprar de roupa que depois não precisavas ou não usaste? Tens que comprar de Raquel Vareda: Não. Juan: roupa só por aborrecimento? Raquel Vareda: Sim. Juan: Então, isso era parte da série Low-Buy Year. Olha, eu até tenho aqui... Raquel Vareda: Mas eu usei! Eu usei! Juan: Nós fizemos aqui papelinho com as Raquel Vareda: Ui! Juan: regras do Low-Buy Year. Não é No-Buy, é Low-Buy. Raquel Vareda: Ok, nós vamos ser honestos, não estamos a cumprir. Ok, força, lê lá as regras. Juan: Ok, mas já agora gostava das ler. Olha, uma das regras que eu acho muito interessante era discutir sempre os dois qualquer despesa extra, mesmo que fosse por exemplo... Por isso não vale, que que discutir? A ideia era... Nós estamos Raquel Vareda: Eu não discuto porque ele vai dizer what? Porque... Eu sei! Juan: juntos há 11 anos praticamente, não é? E... 12, desculpem. Outch. Nós estamos juntos há 12 anos praticamente, vamos ver, 12 anos outubro. E na prática meio que já temos aqui, ou seja, já funciona. Nós sabemos o que é que está fora de budget ou não mais intuitivamente. Raquel Vareda: Exato. Juan: a Raquel e eu sabemos quantas vezes podemos jantar fora ou não. Tipo não andamos Raquel Vareda: Uhum. Juan: a perguntar a outro. Olha, será que podemos gastar dinheiro para jantar fora? Mas nós decidimos que no Low By Year íamos ter mais cuidado discutir com o outro Raquel Vareda: Sim. Juan: as despesas que íamos fazer do género. Vamos aceitar este convite para jantar fora? Vai nos gostar de dinheiro? Queremos? Não queremos? Acabou por não acontecer. Continuamos a aceitar todos os convites e vamos jantar fora. Raquel Vareda: Não, por acaso não é verdade. Nós já tivemos essa conversa algumas vezes e até já tentámos mudar alguns planos do género. já fizemos muitas refeições fora este mês, se calhar. Se calhar vamos limitar. Juan: Tentamos. Tentamos. Sim. Raquel Vareda: É verdade, nós não gostamos de nos limitar. A verdade é essa. Juan: Exato, preferimos... Temos o privilégio de poder trabalhar mais para não nos limitar nas outras coisas, pronto, é balanço que se faz, não é? Mas aqui o segundo tópico era o Juan vai planear que roupa e outras coisas precisa para este ano. Porquê? Pode explicar. Raquel Vareda: E é verdade, ou seja... Exato. Não, explica tu. A roupa é tua, não Juan: olha, eu honestamente, eu não sei porquê, mas eu sinto que nunca preciso de nada. Eu gosto da minha roupa, tenho roupa suficiente. Raquel Vareda: Ele nunca precisa de nada, mas depois está a se ajustar. Este cinto está se desfazer. Estes sapatos têm buraco. Estas meias Juan: Ok. Raquel Vareda: têm todos buracos. Os meus boxers têm buracos. Eu estou tipo, então por que que não... Juan: tu estás a dizer como se fosse eu a queixar, me dizes. A maior parte das vezes és tu. Mas imagina, eu uso as coisas Raquel Vareda: Amor! Juan: até elas estragarem, é? E depois tu és que me dizes às vezes, olha, o teu t-shirt tem buraco e eu pronto, então vou ter que comprar uma nova. E portanto, acontece que se as pessoas planearem a roupa que precisam... É, sou eu. Raquel Vareda: Por acaso o Juan é bastante minimalista e eu devia aprender mais com ele. Já fui mais... Acho que a maternidade, imagina... Não tem nada ver com... Quer dizer, não tem nada a com a maternidade. Os meus gostos de roupa mudaram bocado na maternidade e depois houve uma altura que minha parte das minhas roupas não me servia. Juan: certo. Raquel Vareda: E depois acho que eu acabo por ceder bocadinho naquele tipo... escrolar, estressado, barra cansado e querer tipo hit de dopamina. E o meu problema... Imagina, eu não estou a comprar roupa de marca, o meu problema é vintage. Eu tenho problema com roupa de segunda mão, malta. Juan: Sim, é engraçado porque... É engraçado porque os próximos dois itens do nosso Low By Ear são relacionados com roupa. O primeiro diz, nova peça de roupa só entra se sair uma do armário. Raquel Vareda: Eu no início do ano fiz isto, mas isto descampou. Mas eu este Juan: Ahahahahahh Raquel Vareda: mês decidi que não ia comprar roupa nenhuma. E não comprei. Juan: A ideia foi amor, não sabia? Tens-me a comunicar isso agora podcast pela primeira vez. ideia aqui... Não amor, isso não conta que eu morro com nenhuma. Pois o que é isto? Tu... Raquel Vareda: Não comprei. Ok, comprei vestido na vintage. Mas não... Mas... Fá, que lembra-me agora que comprei vestido! Juan: Quer dizer, tu simultâneamente... Nós acabamos de o salário ontem. Tu simultaneamente... Raquel Vareda: Não, não, não! Estou falar desde mês de julho. Não, eu não comprei nada desde que... f***! Comprei uma t-shirt também. Juan: Ok, Mas tu simultaneamente neste episódio de podcast estás a... Então deixa-me repetir. Nós recebemos o salário ontem e tu simultaneamente... Raquel Vareda: Não, eu não comprei nada desde ontem. Juan: Tu simultaneamente neste podcast estás a revelar que tinhas decidido que não ias comprar roupa. Eu não sabia este mês. E estás a revelar também que afinal compraste roupa e não te lembravas. Enfim. Mas... Raquel Vareda: Eu tenho problema, eu tenho problema. Eu tenho problema e eu sou... eu vou recuperar. Juan: Bem-vindo à compra de roupa anónimos. Raquel está aqui iniciar a reunião. Nova peça de roupa só entra, sair uma anterior. Este conceito era bom se tivéssemos tipo armário perfeito ideal que está tudo perfeito, não preciso mais nada e portanto só vou Raquel Vareda: E a vós Juan: comprar-se alguma coisa a estragar, mas isso não é muito verdade, é? Pronto. Raquel Vareda: Não sei. Juan: Mas o segundo era privilegiar-se de segunda mão, isso por acaso nós costumamos comprar roupa segunda mão, quando podemos, pronto, há coisas que não, mas há coisas que... Raquel Vareda: Isso é verdade. Não, isso é verdade. Nós compramos... Sim, às vezes não encontramos o que queremos ou o tamanho ou roupa bom estado, mas Juan: Sim, sim. Raquel Vareda: a maior parte das vezes nós compramos segunda mão. Para nós e para Julieta. Juan: Pronto, e os últimos três tópicos rapidamente, vamos ter que ir, é? Que são engraçados porque o primeiro eu nem me lembro o que é isto, pen project, vais ter que publicar. Raquel Vareda: Não, o PEN Project é... mas isto não é problema na nossa vida. PEN Project é terminar, ou seja, usar os produtos até ao fim, tipo a embalagem, antes de Juan: sim. Raquel Vareda: comprar a nova embalagem. Pronto, a verdade é, a maior parte, não a totalidade, ok? Porque, particularmente, alguns produtos que eu uso e mesmo alguns que eu uso não nos são oferecidos. Mas a verdade é que eu tenho muitos produtos, desde maquilhagem, a cremes, a produtos de cabelo, etc, que são oferecidos pelas marcas. Nós não, ou seja, termos de orçamento daquilo que são produtos de tipo cabelo e face, etc. Não é significativo, nós não gastamos muito dinheiro. Mas utilizamos tudo até Juan: Certo, ok. Raquel Vareda: ao final, claro. Juan: Ok. E os últimos dois tópicos do nosso low-buyer eram evitar comprar livros, porque a certa altura sentimos que andávamos a comprar demasiados livros, não é? Raquel Vareda: Você não está a perceber, é que o ano passado nós gastámos... Não, não, é que eu fiz as contas porque lá está. Eu tenho Excel onde faço as contas e tenho categorias todas específicas para cada coisa e sim, é bocadinho obsessivo, mas eu amo, pronto. Dá-me muito prazer e nós gastámos tipo 600€ livros o ano passado. Foi... Imagina... Eu sei que são livros, but still. Nós gastámos imenso dinheiro livros o ano passado. É absurdo. Juan: Eu acho que ler é muito importante e não gosto nada... Raquel Vareda: Sim, muitos textos Juan: A Vila Rio até tem uma biblioteca já. Raquel Vareda: Sim, mas do género, nós podemos alugar na biblioteca, comprar na Amazon para o Kindle, é mais barato de comprar físicos, eu gosto mais de ler físico, mas a verdade é que, Juan: Isatu. Raquel Vareda: praticamente com a Julieta e a Fiz dá mais jeito no Kindle, portanto, e temos imensos livros, do género, nós temos uma biblioteca gigantesca casa dos pais do Juan, com imensos livros que nós nunca lemos, não há justificação para gastarmos 600€ livros, não há. Juan: Foi esse o nosso racional, ou seja, não é ler menos livros de todo, é mais porque já temos tantos livros que podíamos estar a ler, então comprar livros novos acaba prestar bocado pelo prazer de comprar, alguns momentos, mais do que pelo prazer de ler, embora, claro, às vezes apetece ler livro novo e com prazer-se, pronto. Raquel Vareda: Sim. Até porque muitos dos livros... Exato. Sim. Não muito, mas há alguns... Por acaso nós lemos bastante, mas há alguns dos livros que compramos ano passado e não os livros. Juan: Sim. Ok, mas deixa-me só aqui a quick trivia da nossa família. Quantos livros é que tu leste o ano passado, amor? O ano todo, mais ou menos. Raquel Vareda: 17 talvez, 16, 17. Juan: 17 ok? Album as pessoas tornam a pensar uau isso é imenso eu li tipo 4 ou 5 acho eu pronto o ano passado já não me lembro mas não foram 17 de certeza mas sabes quantos livros é que a tua irmã a Bia leu o ano passado ela leu país 150 livros o ano passado ok? portanto temos aqui exato exato temos aqui bookworm Raquel Vareda: É, mas a minha irmã leu país sem. Vocês não estão a perceber. Ok, pronto, sim. A minha irmã é uma bookworm, mas de gênero... Ela até ficou nojo com os últimos 5 dias e leu 2 livros. Juan: Exatamente, era o que eu dizer, porque nós temos bookworms aqui de vários lados da família, o meu pai adora livros também, e aliás esta biblioteca que vem aqui nas minhas costas é toda a biblioteca aqui da casa dos meus pais, é quase tudo livros do meu pai, a Beatriz esteve conosco agora uns dias e foi do tipo, pegou num livro, leu num dia, pronto. E foi lendo assim vários livros daqui da nossa biblioteca. Raquel Vareda: Também isto é o privilégio de ter férias de verão, não é porque ela ainda está a estudar na universidade. Ter férias de verão, exatamente. Mas sim, Juan: Claro, é justo, merece, ela que leia tudo o que pode. Exato. Raquel Vareda: mas ela é mega bookworm. Juan: O último tópico que tínhamos aqui no nosso Low By Year era privilegiar planos sociais mais baratos. Isto é engraçado, porque nós a certa altura sentimos bocadinho que sempre que combinávamos coisas com os amigos e até mesmo com alguma família era tipo, vamos jantar, vamos almoçar. Que é muito socialmente habitual, não é, Portugal? Raquel Vareda: Sim, não é... ou seja, mas tem ficado cada vez mais caro. E o problema é esse, ou seja, nós vamos Juan: Sim, sim. Raquel Vareda: jantar a Lisboa e gastamos 100€. Não sempre, Juan: Sim, ou seja, mas... Raquel Vareda: mas pelo menos 60 aos dois. Quer dizer, entre o parking, Juan: Sim, mesmo aqui Lagos os restaurantes são super caros. Raquel Vareda: exato, entre ir jantar a Lisboa, levar o carro, o estacionamento e não sei o que... pá, é absurdo. Juan: Sim, sim. Ou jantar aqui lagos, mesmo assim, pronto, os preços são cada vez mais caros. E aqui questão é que eu também senti a certa altura que se uma pessoa combina sempre jantar, almoços e não, tipo, outras atividades, também meio que não estás com as pessoas de mais nenhuma forma. Às Raquel Vareda: Uhum. Juan: vezes sinto falta de estar mais com as pessoas e lá está, com os nossos amigos, às vezes temos combinado, vamos jogar paddle, vamos à praia, vamos fazer outras coisas e, portanto, que acabam por ser mais baratas no final do dia. Algumas. Raquel Vareda: Sim, na semana passada fui almoçar com amigo, fomos dar uma caminhada e fazer piquenique. Levamos tipo pão e queijo. Juan: Pronto, estás a ver. Soluções alternativas que eu acho que até são boas socialmente e que são boas experiências para nós e até nos poupam dinheiro. Portanto, isso sim é uma sugestão Raquel Vareda: E, zaten... Juan: válida para terminarmos o episódio. Raquel Vareda: Bye! Juan: Nós tentamos fazer episódio mais curto e demorámos 43 minutos, portanto ainda bem que nós estávamos a tentar fazer episódio completo, amor. Vamos lá. Raquel Vareda: vá, temos que ir, tenho que ir trabalhar. Minha vida não é isto, malta. Portanto, espero que tenham gostado. Se tiverem dúvidas, digam. Se vão criticar ou julgar, coisas vão te responder, se vão te escrever comentário. Há uma Juan: Ha Raquel Vareda: possibilidade só para vocês, ou seja, abrirem vossa mente, expandirem os vossos horizontes. Há a possibilidade de vocês ouvirem e pensarem. eu não faria o mesmo, eu não me identifico, eu não gosto, a voz dela irrita-me. Ou seja, há esta possibilidade de pensarem. Vou deixar de seguir. Vou só Juan: Na verdade. Raquel Vareda: desligar e nunca mais ouvir. essa é possibilidade? Juan: Isto, isto é re- Raquel Vareda: Ou seja, expandam aí a vossa mente. Não, fracaso. Sim, mas eu já estou a ouvir. Exatamente, eu já estou a ouvir. gente partilhou, Juan: Isto é aquele do Instagram a falar porque a verdade é que os nossos ouvintes de podcast só fazem comentários simpáticos até agora. Nunca recebi comentário negativo, só pessoas a dizer. Gosto muito, adoro, obrigado, corações. Pronto. Mas as finanças... Raquel Vareda: exato, a gente partilhou os salários e não sei o e a Malta... Pronto. A Malta Juan: Vamos ver. Raquel Vareda: gosta muito de falar sobre isto, mas para criticar... Vamos ver, pode ser que esteja errado, eu espero que sim. Juan: Fica para futuro episódio e falámos mais sobre parte das finanças meritocracia críticas aos outros e status games que eu acho que é tópico que nós discutimos muitas vezes ainda não falamos aqui. Obrigado por nos ouvirem Adeus. Raquel Vareda: É verdade. Tchau. Obrigada, Malta. Até a próxima.